Candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury defendeu a adoção do modelo de trabalho 5x2 e fez um alerta sobre os impactos do estresse profissional durante o Debate na Band, realizado neste domingo (23). A manifestação ocorreu em comentário à resposta de Renan Santos a uma pergunta a respeito do fim da escala 6x1.
Durante a sua intervenção, Cury destacou o quadro de esgotamento físico e mental que atinge parcela expressiva dos profissionais brasileiros. O candidato vinculou a estafa às exigências pesadas do ambiente corporativo atual.
"Tem um problema, Renan. 30% dos trabalhadores do Brasil estão com síndrome de burnout, estresse profissional, dores de cabeça, dores musculares, autocobrança, cobrança excessiva", afirmou Cury.
Na visão do candidato, a folga de dois dias semanais colabora com a rotina pessoal e resulta em maior rendimento operacional. Segundo ele, o descanso adequado beneficia diretamente o ambiente produtivo.
"A escala 5x2 atende à necessidade dos trabalhadores. Eles vão poder ter mais tempo com a família, mais qualidade de vida e, consequentemente, produzirão mais", avaliou.
Por fim, Cury ponderou que certos segmentos da atividade produtiva dependem de regimes específicos de escala. O presidenciável defendeu uma mediação responsável entre as partes envolvidas.
"A escala 6x1 atende determinados setores da economia. O que nós temos que fazer, na minha opinião, é ajustar para atender às necessidades dos trabalhadores e também às necessidades das empresas", concluiu.
Chegada dos candidatos à sede da Band
Os candidatos à Presidência começaram a chegar na sede da Band a partir das 18h. Renan Santos (Missão) foi o primeiro, e fez críticas às ausências de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo). O postulante também exibiu fraldas com os nomes dos dois adversários.
O segundo candidato que chegou à emissora foi o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que também citou as ausências de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). “Infelizmente dois fujões não estão presentes”, disse Caiado.
Já Augusto Cury (Avante) fez um protesto pela ausência dos candidatos, e anunciou que não participaria do evento. No fim, Cury voltou atrás em sua decisão e optou por participar do debate.
Regras do debate
Os candidatos podem caminhar pelo estúdio e gerenciar o próprio tempo sob o controle de um cronômetro na tela. Aqueles que optaram por não comparecer são representados no palco por uma cadeira e um púlpito vazio.
- 1º Bloco: Início com perguntas dos mediadores Adriana Araújo e Eduardo Oineg (respostas de 2 minutos por candidato). Em seguida, primeiro confronto direto: quem perguntou tinha 1 minuto; quem respondeu administrou um banco de 4 minutos entre a resposta e a tréplica; e o autor da pergunta tinha 1 minuto para réplica. Cada candidato só pôde ser escolhido para responder uma vez nesta rodada.
- 2º Bloco: Momento para perguntas de jornalistas do Grupo Bandeirantes. O candidato sorteado para responder tinha 4 minutos para dividir entre resposta e réplica. Outro candidato foi escolhido para comentar a fala em 1 minuto.
- 3º Bloco: O modelo de confronto direto do primeiro bloco (perguntas de 1 minuto, respostas de 4 minutos e réplicas de 1 minuto) foi repetido. Por fim, considerações finais com 1 minuto e meio para cada candidato.
Os candidatos têm direito de resposta a ofensas de cunho pessoal ou moral, que serão avaliadas em tempo real por uma comissão jurídica e jornalística da emissora. Caso o pedido seja aceito, o candidato ofendido ganha 1 minuto exclusivo para se posicionar no mesmo bloco.
Quando será o próximo debate eleitoral?
- 14 de setembro: Debate organizado em formato de pool por um consórcio de veículos de imprensa que inclui CNN Brasil, SBT e revista VEJA.
- 27 de setembro: Encontro promovido pela Record.
- 1º de outubro: TV Globo encerra debates antes do primeiro turno, marcado para o dia 4 de outubro.
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