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Eleições 2026: Disputa pelo Senado ameaça hegemonia de grandes bancadas

Para a direita e para a esquerda, garantir maioria na Casa é vital para a sobrevivência de suas agendas

Da redação
DA REDAÇÃO

10/02/2026 • 14:56 • Atualizado em 10/02/2026 • 14:56

Senado Federal

Senado Federal

Jefferson Rudy/Agência Senado

A corrida eleitoral de 2026 traz um desafio matemático e político para os maiores partidos do país. Com a renovação de dois terços do Senado Federal — o que significa a escolha de duas vagas por estado —, as legendas que hoje dominam o Congresso colocam a maior parte de seu capital político em jogo.

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Mais do que a simples aprovação de leis, o pleito deste ano carrega um peso institucional decisivo: a composição eleita em outubro terá o poder de ditar os rumos da relação com o Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo o poder de veto a indicações e a prerrogativa de analisar pedidos de impeachment de ministros.

Por que o Senado é a chave?

A atenção do eleitor e das lideranças partidárias está voltada para o Senado como o "fiador da República". Em um cenário de polarização, a Casa Alta tornou-se o principal campo de batalha para o controle de freios e contrapesos entre os poderes.

Os senadores eleitos em 2026 terão mandatos de oito anos. Isso significa que eles serão responsáveis por sabatinar futuros ministros da Suprema Corte e decidir sobre pautas que limitam ou expandem os poderes do Judiciário.

Para a direita e para a esquerda, garantir maioria na Casa é vital para a sobrevivência de suas agendas.

Quem tem mais a perder?

O cenário é de alta exposição para as legendas tradicionais e para as grandes bancadas formadas nos últimos anos.

Confira o panorama das vagas em jogo:

O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, enfrenta um teste de fogo para manter sua relevância. A sigla possui hoje a maior bancada, mas sete dos seus 15 senadores estão em fim de mandato. O desafio é renovar esses nomes ou garantir a reeleição para não perder o posto de maior força de oposição.

Já o PSD, comandado por Gilberto Kassab e conhecido por sua capilaridade, é quem mais arrisca em números absolutos: vai ter 11 de suas 14 cadeiras em disputa. Um desempenho ruim nas urnas pode desidratar significativamente a influência do partido nas negociações governistas.

O tradicional MDB vive a situação mais delicada proporcionalmente entre as grandes siglas. Das suas dez cadeiras atuais, nove estão em jogo. O partido precisará de uma performance quase perfeita em seus redutos eleitorais para não sair do pleito como um coadjuvante no Senado.

Já o Partido dos Trabalhadores também “joga na defesa”. Com nove senadores na atual legislatura, a legenda vê seis mandatos se encerrarem este ano. Para o governo, manter ou ampliar esse número é essencial para garantir governabilidade e proteção contra pautas ideológicas da oposição.

Para algumas legendas, a eleição de 2026 é uma questão de vida ou morte institucional dentro da Casa Alta. Três partidos vão para a disputa com 100% de suas bancadas em fim de mandato. Se não reelegerem seus quadros ou fizerem novos nomes, ficarão sem representação no Senado a partir de 2027.

São eles:

Podemos: 4 senadores (todos em fim de mandato).

PSDB: 3 senadores (todos em fim de mandato).

Novo: 1 senador (mandato único em disputa).