O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e agora vice na chapa da pré-candidatura à Presidência ao lado de Ronaldo Caiado, conversou com a BandNews TV nesta quinta-feira (2) sobre a escolha do seu nome e os bastidores dentro do partido que levaram à escolha da dupla que estará nas urnas em outubro deste ano. Ele admitiu, no entanto, que a escolha número 1 era por Tarcísio de Freitas (Republicanos), que optou por tentar a reeleição do governo de São Paulo.
"O PSD trabalhou por etapas. Há dois anos, decidimos em convenção nacional que nós teríamos uma candidatura à Presidência da República para ficar claro que nós não concordávamos com essa polarização do país, para ficar claro que nós entendíamos que o PT do Lula e o PL do Bolsonaro já tiveram as suas oportunidades e não resolveram os problemas do país. Então, primeiro, tivemos essa decisão. Depois, aguardávamos a decisão do governo do Tarcísio, que era a primeira opção do partido apoiar o Tarcísio para presidente. O Tarcísio declinou", explicou.
O afunilamento entre os governadores
Após a recusa do governador paulista, as articulações internas se concentraram em alternativas do próprio partido, o que abriu caminho para a entrada de Caiado nos quadros da agremiação. "Nós tínhamos dentro do partido, já em pré-campanha há muito tempo, o governador Ratinho Jr., do Paraná. Na hora que o Caiado tem negada a legenda para a presidência da República no seu partido, ele e o PSD começam a conversar e ele vem pra cá, se filia ao partido com o objetivo de estar habilitado a ser candidato pelo partido, sabendo que o Ratinho já estava na frente porque já estava fazendo um trabalho junto aos diretórios, fazendo visitas."
A disputa interna, no entanto, sofreu nova alteração com uma nova desistência na bancada de governadores da legenda. Kassab ressalta que o cenário final de escolha ficou restrito a apenas duas lideranças estaduais do partido.
"Quando o Ratinho também declina, nós tínhamos dois pré-candidatos, o Eduardo Leite, um excelente gestor, um excelente homem público, e o Caiado. Nós fizemos uma série de análises de pesquisas que mostraram para todos nós que o eleitor disponível era majoritariamente de centro-direita e esse eleitor tinha mais identidade com o Caiado, com a sua história, com a sua vida pública. Essa foi a razão da escolha do Caiado", concluiu o presidente do PSD.
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Chances contra Lula e Flávio
“O Caiado é, disparado, o melhor candidato desses que estão se apresentando. Muita experiência, muita credibilidade, e ao assumir compromissos, as pessoas acreditam, porque ele já fez em Goiás. Por outro lado os candidatos do PL e do PT, ao assumir compromissos, as pessoas perguntam: 'mas por que não fez?' Um ficou 20 anos, o outro também teve essa oportunidade. Por que não fez? Isso ajuda muito o Caiado, que está iniciando a sua campanha muito bem. Como ele não tinha legenda, ele não estava se preparando. Agora, quando se definiu pela candidatura, quando o PSD se definiu pela candidatura do Caiado, ele começou a se organizar, existe já uma organização bem razoável. Mas antes mesmo de consolidarmos, de terminarmos a formatação dessa pré-campanha e da campanha futura, ele que tinha 1% há algumas semanas. Hoje já tem 6%. Hoje ele já ganha ou empata com Lula no segundo turno. Vejam, ele é desconhecido por 50% dos brasileiros. Quer dizer, sendo desconhecido já tem 6%, 7%. Quando for conhecido, então a chance é grande. Todos sabem que eleição é difícil, ninguém tem salto alto, mas nós estamos muito motivados”.
Aposta no tema segurança
"Acho que a segurança é a principal preocupação da sociedade brasileira. Casualmente, essa é a principal marca do nosso candidato Ronaldo Caiado. Ele, nessa questão de segurança, ele é muito bem avaliado. Ele é muito bem avaliado em todos os temas, mas também em segurança. É evidente que ele tem muito mais facilidade de tratar esse tema porque quem o assistir, em uma palestra ou na campanha, vai dizer pra si próprio: 'ele fez lá em Goiás, ele vai fazer'. Agora, quando ele assiste ao Lula, quando ele assiste ao Flávio Bolsonaro, ele vai fazer o seguinte pergunta: Ué, você está dizendo que vai fazer? Teve 30 anos pra fazer? Por que não fez?' E aí o Caiado, na questão da segurança, leva vantagem, porque realmente o estado de Goiás é um estado muito seguro".
Escolha do seu nome como vice
"Eu acho que o Caiado fez essa escolha baseado um pouco na experiência de gestão. Ele é um grande político, eu acho que eu também tenho, pela experiência, pelos anos vividos, um traquejo bastante importante que me permite considerar-me um político com trânsito, com capacidade de articulação. Mas o que prevaleceu, me parece, ele me disse, foi a nossa capacidade de gestão. Ter sido um bom prefeito de São Paulo durante sete anos, ter sido um bom secretário municipal na cidade de São Paulo para o planejamento, ter sido um bom secretário de governo do estado, agora com o governador Tarcísio, ter sido um bom ministro em três pastas que nós ocupamos. Eu acho que isso que acabou prevalecendo e também isso que me dá a confiança de poder contribuir com o governo Caiado. Eu sei que eu tenho experiência, eu sei que eu vivi bons momentos da vida pública, eu sei da minha capacidade de estruturar equipes, sei do meu perfil de ser leal e eu tenho certeza que todas essas condições tranquilizam muito o nosso candidato".
Leite futuro presidente?
"Eu posso afirmar que o Eduardo Leite, por sua juventude, sua capacidade, sua boa gestão como prefeito, sua boa gestão como vereador, sua boa gestão como governador, o habilitam para, em algum momento, ser presidente da República. Ele é muito jovem, ele não tem 40 anos, vai viver mais de 100, gosta da vida pública. Ele tem aproximadamente 60 anos para ser presidente da República, e será".
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