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Michelle nega briga com Flávio e pede união para derrotar governo Lula

Declaração da ex-primeira-dama foi feita após Michelle Bolsonaro relatar 'punhalada' do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro

Da redação
DA REDAÇÃO

25/06/2026 • 09:36 • Atualizado em 25/06/2026 • 12:44

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) usou as redes sociais, na manhã desta quinta-feira (25), para declarar que “não há briga” e “nem raiva” de ninguém e pediu que aliados trabalhem juntos para “derrotar o atual desgoverno”.

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A mensagem, publicada em seu perfil do Instagram, foi feita após Michelle Bolsonaro expor, por meio de vídeo, uma crise que estaria enfrentando com o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

“Para ficar claro: eu não tenho raiva de ninguém. Apenas esclareci uma situação que estava sendo deturpada. Vamos todos trabalhar juntos para derrotar o atual desgoverno. Não há briga, nem competição”, escreveu Michelle.

Michelle Bolsonaro (foto: @michellebolsonaro/Instagram/Reprodução)

Michelle Bolsonaro (foto: @michellebolsonaro/Instagram/Reprodução)

Michelle Bolsonaro relata 'punhalada' de Flávio

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou em suas redes sociais uma longa declaração, nesta quarta-feira (24), onde relatou uma crise que estaria enfrentando com o seu enteado, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Michelle diz ter recebido uma "punhalada" do parlamentar por conta de divergências sobre alianças políticas no Ceará, em especial com o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), relatando ter sido alvo de ataques coordenados e maltratada pessoalmente pelo parlamentar.

Segundo Michelle, o conflito teve origem nas articulações para as eleições municipais de 2024 em Fortaleza. Michelle manifestou-se contra uma aproximação entre o candidato do PL, André Fernandes, e o ex-ministro Ciro Gomes.

Para a ex-primeira-dama, apoiar ou aceitar o apoio de Ciro no primeiro turno seria uma "traição aos valores" da direita, uma vez que o político cearense foi um dos principais articuladores da inelegibilidade de Jair Bolsonaro e desferiu ofensas graves contra a família, chamando os filhos do ex-presidente de "ovos de serpente".

Ciro não terá meu apoio nunca! E, na minha opinião, não deveria ter de ninguém da direita que apoia Bolsonaro. Mas essa é apenas a minha opinião, e eu tenho o direito de tê-la. --Michelle Bolsonaro

Ao criticar publicamente essa aliança durante um evento no Ceará, Michelle afirma ter sido surpreendida por uma reação agressiva de Flávio e seus irmãos nas redes sociais. Segundo ela, as postagens foram feitas de forma coordenada e premeditada, sem que houvesse qualquer tentativa prévia de diálogo privado.

Hostilidade e humilhação no privado

Michelle relatou que, ao tentar resolver a situação por telefone, foi atendida por Flávio de forma ríspida. "Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone", afirmou a ex-primeira-dama, acrescentando que o senador a mandou ficar fora das decisões partidárias por considerar que ela "não entendia nada de política",

Ele foi muito ríspido. Me desrespeitou e me maltratou ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi. --Michelle Bolsonaro

Apesar de ser a presidente nacional do PL Mulher e ter ajudado a elevar o número de mulheres eleitas pelo partido em mais de 45% nas últimas eleições, Michelle sentiu-se humilhada pelo tratamento recebido. Ela negou categoricamente os rumores de que estaria exigindo desculpas públicas ou que sua irritação teria motivações eleitorais próprias.

Distanciamento e ‘perdão’

Atualmente, Michelle afirma manter-se "recolhida" em relação a Flávio, embora o senador frequente sua casa semanalmente para visitar o pai. Ela destacou que, apesar de ter liberado o perdão, a relação não é saudável e o diálogo entre ambos cessou desde o incidente.

A ex-primeira-dama também criticou um "grupo de maledicência" que, do exterior, coordena ataques contra ela e tenta remover o sobrenome "Bolsonaro" de sua imagem pública, impactando inclusive o bem-estar de sua filha adolescente. Mesmo diante das queixas, Michelle afirmou que continua cumprindo sua missão e que abençoou a pré-candidatura de Flávio, priorizando o trabalho do partido sobre as desavenças familiares.

Meu futuro político está nas mãos de Deus. Ele providenciará tudo. E quando for o momento de decidir o que quer que seja, sou eu mesma quem falarei. Não preciso de porta-voz. Entendam, tudo isso que falei nesse vídeo aconteceu antes da indicação feita pelo meu marido. --Michelle Bolsonaro

Resposta de Flávio

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) não respondeu inicialmente às acusações da madrasta, Michelle Bolsonaro, de que ele teria humilhado e desrespeitado ela durante um telefone após discordâncias a respeito das alianças políticas do partido no Ceará.

Hoje, dia de jogo, nada nem ninguém me aborrece. --Flávio Bolsonaro

A afirmação foi feita durante uma live no YouTube que já tinha sido anunciada pelo parlamentar para acontecer antes do jogo do Brasil contra a Escócia, pela primeira fase da Copa do Mundo.

Horas mais tarde, de forma oficial, ele se manifestou em suas redes sociais sobre o relato da madrasta. No texto, o pré-candidato negou qualquer desrespeito e defendeu a importância de manter o foco do partido na oposição ao governo atual.

Sobre o episódio telefônico relatado por Michelle Bolsonaro, o senador afirmou que, embora não tenha tido a intenção de ofender, pediu desculpas caso suas palavras tenham sido interpretadas dessa forma. "Tenho por ela respeito e reconhecimento pelo trabalho no PL Mulher, pelo cuidado com meu pai e por tudo o que representa para o Brasil", pontuou.