
Antonio Fagundes
Divulgação/Globo/ Manoella Mello
Escrita por Walcyr Carrasco e Claudio Souto, a atual novela do horário nobre da Rede Globo, Quem Ama Cuida, está agitando a web. Isso porque uma das principais tramas do folhetim gira em torno da misteriosa morte de um de seus protagonistas, Arthur Brandão, interpretado pelo veterano Antonio Fagundes.
O artifício do "quem matou" consolidou-se como um recurso narrativo clássico na teledramaturgia brasileira. A técnica foi consagrada por nomes como Janete Clair, pioneira ao inaugurar o fenômeno no folhetim O Astro, e Gilberto Braga, que paralisou o país com a morte de sua grande vilã, Odette Roitman, em Vale Tudo. Silvio de Abreu e João Emanuel Carneiro são outros escritores que, assim como Carrasco, utilizaram essa trama em suas obras.
Em entrevista ao O Globo, Antonio Fagundes brincou sobre a morte do personagem ao afirmar que "nunca morreu tanto em sua vida", referindo-se às várias versões gravadas ao lado de diferentes parceiros cênicos apontados como suspeitos do assassinato, em prol de manter o mistério quanto à narrativa. Vale lembrar que a revelação sobre o verdadeiro culpado só ocorrerá por volta do último capítulo da trama, prevista para terminar em 2027.
Fagundes abordou a possibilidade de seu papel retornar à história como um fantasma. O ator, que fez uma excelente parceria com Tony Ramos, destacou que um dos autores da trama, Walcyr Carrasco, aprecia esse tipo de recurso, sugerindo que uma intervenção espírita ou um flashback seriam caminhos viáveis para uma reaparição.
Após seis anos afastado das novelas, o ator comentou as diferenças que encontrou na rotina de trabalho. Para ele, o cenário está distinto devido aos avanços tecnológicos. Embora a tecnologia atual seja mais apurada, ele aponta que a exigência de tempo é maior, o que compromete a agilidade, uma característica que ele considera como a principal vantagem da televisão. Segundo o ator, nenhum artista americano aceitaria o ritmo de gravação brasileiro, mesmo com a lentidão atual dos processos.
O ator explicou que os procedimentos de filmagem estão mais elaborados, especialmente no que se refere ao uso de câmeras e iluminação. Fagundes comparou o método atual ao antigo, quando a gravação era feita com apenas dois refletores. Ele observou que as novas câmeras independentes exigem mais cuidado com a imagem, focando inclusive na textura da pele, o que torna o processo mais demorado, algo de que ele afirma não ter saudades.
*Com informações da Agencia Estado
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