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Bad Bunny não incluiu EUA em tour por medo de ação do ICE contra fãs; entenda

Cantor de Porto Rico explicou razão para não apresentar turnê do álbum 'Debí Tirar Más Fotos' no país

Da redação
DA REDAÇÃO

10/09/2025 • 15:44 • Atualizado em 10/09/2025 • 15:44

Bad Bunny, cantor porto-riquenho

Bad Bunny, cantor porto-riquenho

Reprodução/Instagram/@badbunnypr

O cantor porto-riquenho Bad Bunny explicou a razão para não incluir os Estados Unidos na turnê mundial do álbum "Debí Tirar Más Fotos". Em entrevista à Variety, o músico afirmou ter medo de que o ICE, o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas, agisse contra o público da turnê, que seria maioria imigrante.

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"Latinos e porto-riquenhos dos Estados Unidos também podiam viajar para cá, ou para qualquer parte do mundo. Mas havia a questão de... tipo, a p*rra do ICE poderia estar do lado de fora [do meu show]. E era algo sobre o qual estávamos conversando e com o qual estávamos muito preocupados", afirmou.

Bad Bunny afirmou que não deixou de se apresentar por ódio, já que fez outras performances de sucesso. "Para uma residência aqui em Porto Rico, sendo um território não incorporado dos EUA, pessoas dos EUA poderiam vir aqui para ver o show", disse.

Operações do ICE de fiscalização e prisão de imigrantes ilegais se intensificaram no governo de Donald Trump. As ações são parte da era de deportação em massa por parte da gestão. Agentes de imigração chegaram a fazer parte da segurança de eventos grandes, como o Mundial de Clubes da Fifa, que ocorreu em julho.

Bad Bunny no Brasil

A estreia de Bad Bunny no Brasil teve ingressos esgotados em poucas horas. Com o sucesso de vendas, o astro porto-riquenho, que faria uma apresentação única no País, anunciou uma data extra.

Os fãs do cantor também terão a chance de vê-lo no dia 21 de fevereiro de 2026, um dia após o primeiro show no Brasil. Ambas as apresentações fazem parte da turnê mundial do disco DeBÍ TIRAR MáS FOToS e serão realizadas no Allianz Parque, em São Paulo.

O álbum se tornou um sucesso e foi responsável por estourar a bolha de Bad Bunny no Brasil. O disco passou três semanas consecutivas em primeiro lugar no ranking Billboard 200 e continua forte com 13 semanas no Top 10. Além disso, o artista alcançou a posição nº 1 na parada Artist 100 da Billboard e fez história ao se tornar o primeiro artista latino a atingir 100 entradas na Billboard Hot 100.