
Bira era pai do cantor Anderson Leonardo, do Molejo
Reprodução/Instagram
Resumo
O falecimento do produtor musical Bira Haway, aos 74 anos, ocorreu neste domingo (25/01) no Hospital Carlos Chagas, Zona Oeste do Rio de Janeiro, após agravamento de uma insuficiência cardíaca e complicações de saúde que incluíram a amputação de uma perna e internações recentes.
A trajetória musical de Bira Haway começou como percussionista na noite paulistana, onde recebeu o apelido ligado a um estúdio de gravação, e se destacou também como cantor e intérprete de escolas de samba, sendo voz oficial da Estácio de Sá no Carnaval carioca.
A consolidação de Bira Haway como produtor musical a partir dos anos 80 impactou o cenário do samba e do pagode, com colaborações marcantes junto ao Grupo Molejo, Exaltasamba, Soweto, Samprazer e Grupo Revelação, influenciando a sonoridade e o desenvolvimento do gênero no Brasil.
O produtor musical Ubirajara de Souza, conhecido como Bira Haway, morreu neste domingo (25/01), aos 74 anos, no Hospital Carlos Chagas, localizado em Marechal Hermes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Ele era pai do cantor Anderson Leonardo, vocalista do Grupo Molejo, falecido em 2024 em decorrência de um câncer inguinal. O profissional, que teve uma trajetória marcante no samba e no pagode, enfrentava problemas de saúde decorrentes de uma insuficiência cardíaca constatada nos últimos dias.
Problemas de saúde e internação
A saúde de Bira Haway vinha demandando cuidados intensos recentemente. O produtor passou por uma cirurgia de amputação de uma das pernas, da coxa para baixo, realizada no Hospital Miguel Couto, na Zona Sul do Rio. Após o procedimento, ele chegou a receber alta médica e retornar para casa.
No entanto, o quadro clínico se agravou na última quarta-feira, quando o músico passou mal e precisou de novo atendimento médico.
Inicialmente, o produtor deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade de Deus, onde os médicos diagnosticaram a insuficiência cardíaca. Diante da gravidade, houve a transferência para o Hospital Carlos Chagas, onde permaneceu internado até este domingo.
Trajetória na música e apelido
A carreira de Bira no universo musical teve início na noite paulistana, onde atuava como percussionista. Foi nesse período, ainda como instrumentista, que ele ganhou o apelido que o acompanharia por toda a vida profissional. O "Haway" surgiu em referência ao nome de um estúdio que o músico frequentava para realizar gravações.
Além da percussão e da produção, Bira Haway explorou outras vertentes do gênero. Ele atuou como cantor e foi intérprete de escolas de samba no Rio de Janeiro. Um dos marcos de sua passagem pelo Carnaval foi a atuação como voz oficial da Estácio de Sá, coincidindo com o primeiro ano de Mestre Ciça no comando da bateria da agremiação.
O legado na produção do pagode
A partir da década de 80, Bira Haway consolidou sua transição para os bastidores da música, assumindo a função de produtor musical. Ele se tornou uma das figuras mais influentes do setor no Rio de Janeiro, sendo peça fundamental na construção da sonoridade de diversos grupos que alcançaram sucesso nacional.
O produtor trabalhou diretamente com o Grupo Molejo, liderado por seu filho, e emprestou sua visão artística para nomes como Exaltasamba, Soweto, Samprazer e Grupo Revelação. Sua atuação ajudou a moldar o pagode moderno, se tornando referência para músicos e compositores das gerações seguintes.
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