Enredo
Anti-herói Brasil: Para o Carnaval 2026, a Acadêmicos do Tucuruvi propõe uma homenagem aos brasileiros que resistem em meio às contradições do país. A agremiação utiliza o conceito literário do anti-herói — personagem marcado por uma humanidade imperfeita e distante das virtudes heroicas tradicionais — para exaltar figuras anônimas que sobrevivem às margens da sociedade.
Comissão de frente
- Coreógrafo: Renan Banov
- Total de componentes: 15
- Figurino: "Nosso corpo é a página viva"
A comissão de frente tem como objetivo apresentar o enredo a partir da metáfora de que o anti-herói é, em si, a história do povo brasileiro. Para materializar essa ideia, a comissão de frente faz uma conexão do início com o fim, do ancestral com o contemporâneo, através daqueles que têm domínio sobre as ruas da cidade.
Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira
- Nomes: Luan Caliel e Beatriz Teixeira
- Fantasia: "Caminhos anti-heroicos"
O primeiro casal representa as interações entre os caminhos que compõem a jornada do anti-herói. A fantasia simboliza que não há uma linearidade e, sim, retornos e desvios. As cores claras predominantes representam as páginas onde são escritas essas narrativas, enquanto os tons terrosos representam a ancestralidade do território que fundamenta a nossa jornada.
Abre-alas
A primeira alegoria apresenta o enredo da escola a partir da qualidade de Exu como Enugbarijó, a boca coletiva que tudo come, que inspira toda a estética do carro. Essa dinâmica de transformação de Exu, em nossa narrativa, é o que produz a sabedoria das encruzilhadas que ganha corpo nos anti-heróis.
Rainha de bateria
Carla Prata
Samba-enredo
Compositores: Fábio Jelleya, Maurício Pito, Felipe Mendonça, Matheus Nassar e Newtinho
Sou eu, sou eu
O sopro da encruza, sou eu
O doce veneno que cura
O mal que ao bem se mistura
Laroyê! Mojubá!
Adakê, Igbá Ketá!
A voz que se tenta calar
O povo das ruas a desafiar
Melodia das bocas, poesia das margens
Contra o sistema, malandragem!
Ê, Zé! Ô Maria! Somos de luta, samba e carnaval
Ê, Zé! Ô Maria! A resistência me fez marginal
Meu corpo é página viva
De rimas e gingas, é literatura
Cidades que passam por cima
De Santos e Silvas, a indústria fatura
Jeitinho brasileiro de sobreviver
Antes que me matem
Morro de prazer
O corre é mil grau
A arquibancada vai reconhecer
O herói que há em mim e em você!
A jornada é imperfeita e conduz ao coração
Justiça seja feita à nossa emoção
Meu sonho me faz transgredir
Avante anti-heróis, Tucuruvi!
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