Carnaval

Acadêmicos do Tucuruvi: tudo sobre o desfile no Carnaval 2026

A Acadêmicos do Tucuruvi desfila no Acesso 1 do Carnaval 2026 e você assiste na Band TV e no Bandplay

Da redação
DA REDAÇÃO

11/02/2026 • 20:05 • Atualizado em 11/02/2026 • 20:05

Enredo

Anti-herói Brasil: Para o Carnaval 2026, a Acadêmicos do Tucuruvi propõe uma homenagem aos brasileiros que resistem em meio às contradições do país. A agremiação utiliza o conceito literário do anti-herói — personagem marcado por uma humanidade imperfeita e distante das virtudes heroicas tradicionais — para exaltar figuras anônimas que sobrevivem às margens da sociedade.

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Comissão de frente

  • Coreógrafo: Renan Banov
  • Total de componentes: 15
  • Figurino: "Nosso corpo é a página viva"

A comissão de frente tem como objetivo apresentar o enredo a partir da metáfora de que o anti-herói é, em si, a história do povo brasileiro. Para materializar essa ideia, a comissão de frente faz uma conexão do início com o fim, do ancestral com o contemporâneo, através daqueles que têm domínio sobre as ruas da cidade.

Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira

  • Nomes: Luan Caliel e Beatriz Teixeira
  • Fantasia: "Caminhos anti-heroicos"

O primeiro casal representa as interações entre os caminhos que compõem a jornada do anti-herói. A fantasia simboliza que não há uma linearidade e, sim, retornos e desvios. As cores claras predominantes representam as páginas onde são escritas essas narrativas, enquanto os tons terrosos representam a ancestralidade do território que fundamenta a nossa jornada.

Abre-alas

A primeira alegoria apresenta o enredo da escola a partir da qualidade de Exu como Enugbarijó, a boca coletiva que tudo come, que inspira toda a estética do carro. Essa dinâmica de transformação de Exu, em nossa narrativa, é o que produz a sabedoria das encruzilhadas que ganha corpo nos anti-heróis.

Rainha de bateria

Carla Prata

Samba-enredo

Compositores: Fábio Jelleya, Maurício Pito, Felipe Mendonça, Matheus Nassar e Newtinho

Sou eu, sou eu

O sopro da encruza, sou eu

O doce veneno que cura

O mal que ao bem se mistura

Laroyê! Mojubá!

Adakê, Igbá Ketá!

A voz que se tenta calar

O povo das ruas a desafiar

Melodia das bocas, poesia das margens

Contra o sistema, malandragem!

Ê, Zé! Ô Maria! Somos de luta, samba e carnaval

Ê, Zé! Ô Maria! A resistência me fez marginal

Meu corpo é página viva

De rimas e gingas, é literatura

Cidades que passam por cima

De Santos e Silvas, a indústria fatura

Jeitinho brasileiro de sobreviver

Antes que me matem

Morro de prazer

O corre é mil grau

A arquibancada vai reconhecer

O herói que há em mim e em você!

A jornada é imperfeita e conduz ao coração

Justiça seja feita à nossa emoção

Meu sonho me faz transgredir

Avante anti-heróis, Tucuruvi!

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