Enredo
"A Gargalhada é o Xamego da Vida": em 2026, o Arranco do Engenho de Dentro vai colocar a Marquês de Sapucaí para gargalhar, mostrando como o riso é uma forma de resistência. Seremos guiados pela história incrível do Palhaço Xamego — e da mulher por trás do palhaço: Maria Eliza Alves dos Reis. Em uma época em que mulheres não podiam ser palhaças, ela brilhou no picadeiro do Circo Teatro Guarany, arrancando risos sem nunca revelar sua identidade.
Comissão de frente
A Trupe Anuncia: O Espetáculo Já Vai Começar! A comissão de frente traz a trupe, junto do Falcão do Engenho de Dentro para a anunciar que o espetáculo vai começar. Eles trazem consigo uma caixa-baú misteriosa, cheia de segredos. Que segredos essa trupe esconde?
Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira
- Mestre-sala: Diego Falcão
- Porta-bandeira: Denadir Garcia
- Fantasia: A Gargalhada Ancestral
- O que representa: O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira do Arranco do Engenho de Dentro traz para a avenida a gargalhada ancestral como gesto de reverência à arte da palhaçaria. Através da força da ancestralidade africana que a arte clássica da Commedia dell’Arte é ressignificada e reinventada. O que antes era tradição europeia, aqui se transforma em expressão negra, popular e brasileira.
Abre-alas
ALA 1 – Matriarca do Ventre LivreA fantasia reverencia a mãe de João Alves, Leopoldina Souza, mulher escravizada que gerou em seu ventre o sonhador do Guarany
MUSA 1 – Monique Bahia - Desejo de LiberdadeA musa encarna esse desejo ancestral da negritude pela liberdade.
ALA 2 – João Alves da Silva – O Sonhador do GuaranyA fantasia representa João Alves, o homem que nasceu livre do ventre de sua mãe e sonhou ser dono de um circo que abrigou sonhos de muitos.
ALA 3 – BAIANAS – Devoção à Senhora do RosárioAs Baianas do Arranco do Engenho de Dentro celebram em seus giros a fé e a devoção em Nossa Senhora do Rosário que conduziu a família Alves.
- DESTAQUE DE CHÃO – Tati Breia – Brigida Alves – A Mãe dos Sonhadores.
- DESTAQUE DE CHÃO – Gabriel Breia – Toninho Alves
- DESTAQUE DE CHÃO – Eva – Maria Eliza Alves
- DESTAQUE DE CHÃO – Ariele Gomes – Ephigênia Alves
Os quatro destaques reverenciam a grande Brigida Alves, acompanhada de seus três filhos: Toninho, Maria Eliza e Ephigênia. A mãe que zelou pelos seus filhos e alimentou seus sonhos.
ALA 4 – Picadeiro de Preto: o circo vai partirAs fantasias representam essa trupe viajante do Circo Teatro Guarany, sempre pronta para seguir na estrada. Os chapéus da ala trazem uma brincadeira visual entre o palhaço que surge de uma caixa e a lona do picadeiro, revelando uma verdade essencial: eles não apenas faziam o circo, eles eram o circo, e o circo seguia com eles por onde fossem.
1ª ALEGORIA – A CHEGADA DO GRANDE CIRCO GUARANYO O abre-alas do Arranco do Engenho de Dentro faz reviver, na Marquês de Sapucaí, o Circo Teatro Guarany, circo de preto, que em seu tempo, chegava a qualquer lugar. O terreiro de Zé Espinguela se transforma em grande picadeiro, e o Arranco apresenta a trupe que, em família, cruzava caminhos levando a alegria do circo a todos os públicos, sem distinção. Nesse cenário encantado, a pequena Maria Eliza surge sonhadora, crescendo envolta pela magia do picadeiro. Com olhos atentos, admira o irmão que já havia assumido o riso como missão, tornando-se o Palhaço Gostoso.
Rainha de bateria
GisaCobel
Samba-enredo
Compositores: Gaia da Cuíca / Marcelo Vieira / Ricardo Ferreira / Sampaio Imóveis / Victor Gimenes / Yuri Branco
A alegria tomou conta de mim,Rufem tambores pra’ anunciar!Sou eu, Falcão pairando em trampolim.No circo da ilusão, brilhar!Ó, Guarany! Na arte, alforria pra’ resistir...A pretitude às bênçãos do Rosário.A trupe em família se consagrou,Esse é o legado: Ser palhaço é revolucionário!
Ê, chamego num xote pra lá de bão!Reina amor no coração,Vem cheio de graça!Com seu par, chamegando aqui e acolá...No picadeiro, nosso altar!
Será que ela é homem? Ou ele é mulher?Será que isso importa... Pois é!Não é Benjamin, Carlitos não é,O nome é Maria, aplaudam de pé!E assim, quando a dor torturarA camélia secar, sorri!Ainda que a lona desboteA Estrela não morre, sorri...Artista-mãe que nos inspiraNão é delírio, é fantasia!Nas encruzilhadas da felicidade a sambar.Não tem corda bamba que faça meu riso tombar!
Dou gargalhada, feliz da vida!O meu Arranco é Xamego na avenida.História de garra, coragem e fé,De tantas Marias, de toda mulher!
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