
Paola Novaes, diretora do Band Folia
Reprodução/Band
Para Paola Novaes, diretora artística das transmissões do Band Folia, a magia das escolas de samba não está apenas no brilho das celebridades, mas na força de quem dedica o ano inteiro à agremiação. Em entrevista à Band, Paola destacou que o grande diferencial da cobertura da emissora é colocar o foco no verdadeiro artífice da festa: o sambista.
Segundo a carnavalesca, esse olhar voltado para as comunidades é o DNA que a Band consolidou nos desfiles da Série Ouro, no Rio de Janeiro, e que agora é aplicado com o mesmo rigor nas transmissões do Carnaval de São Paulo.
Com a autoridade de quem atua há mais de dez anos como jurada do Grupo Especial carioca, Paola imprime na transmissão uma leitura técnica que respeita a "liturgia" do desfile. A diretora explica que a cobertura é desenhada para que o público entenda a história completa que está sendo contada na avenida, do primeiro passo da comissão de frente ao fechamento dos portões. Para ela, dar protagonismo aos segmentos — como casais de mestre-sala e porta-bandeira e as baterias — é uma forma de honrar o trabalho de quem faz o Carnaval existir para além da estética visual.
Essa abordagem editorial é fruto de um trabalho que acontece durante os 365 dias do ano. Paola reforça que o Carnaval na Band não é um evento sazonal, mas um acompanhamento constante da evolução das escolas, dos enredos e das trocas de profissionais nos bastidores. Ao valorizar o componente humano e a dedicação das comunidades, o Band Folia se estabelece não apenas como uma exibição de entretenimento, mas como uma vitrine que respeita e celebra a ancestralidade e o esforço coletivo que transformam os desfiles no maior espetáculo da Terra.
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