Enredo
Mariama, mãe de todas as raças, de todas as cores, mãe de todos os cantos da terra: neste Carnaval, a agremiação faz referência ao manifesto de Dom Helder Câmara, de 1981. O enredo vai falar da junção do catolicismo com as manifestações étnico-culturais de matriz africana por meio do olhar de uma mãe de traços negros que acolhe todo povo brasileiro.
Comissão de frente
Coreógrafa: Luana Poletti
Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira
Nomes: Leonardo Henrique e Mariana Vieira
Rainha de bateria
Mayra Barbosa
Samba-enredo
Compositores: Gui Cruz, Darlan Alves, Portuga, Imperial, Douglas Chocolate, Marcos Mala, Luciano Rosa, Gabriel, Reinaldo Marques e Willian Tadeu
Olhei pro céu e vi o teu rosto
Estrela guia dos romeiros da Dom Bosco
Salve rainha! A rosa mais bela
Protege a alma dos seus filhos de Itaquera
Vi minha cor no espelho d'água
O barro rachado, a luz que me chama
Do fundo do rio fluiu esperança
Com manto de ouro e rosto de lama
Me ajoelhei, chorei sem pudor
Minh'alma em silêncio tocou o Senhor
Reluz na candeia um relicário
Nas contas um rosário, pra corrente se quebrar
Me ampara nas batalhas dessa vida
Negra mãe Aparecida me acolhe em teu olhar
Cruza meu tambor
Por mais um Palmares
Ofertório de amor
Em tantos altares
Êh Maria! Mariama!
Abençoai o quilombo que se levanta!
Nas redes da vida, abraça tua gente
O grito das ruas, feito penitentes
Heróis excluídos buscando alento
A luz do teu manto reflete o lamento
E vai brilhar
Mãe negra, vem me embalar
A prece firmada na palma da mão
Na gira do jongo é de Congo meu cantar
Milhões de altares e Andores
Se unem aos tambores
É o jeito do samba rezar
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