Carnaval

Estácio de Sá: tudo sobre o desfile na Série Ouro 2026

Estácio de Sá desfila na Série Ouro do Carnaval 2026 e você assiste na Band TV e Bandplay

Por Redação
REDAÇÃO

12/02/2026 • 19:01 • Atualizado em 12/02/2026 • 19:01

Enredo

O samba-enredo da Estácio de Sá celebra a vida e o legado de Tata Tancredo, sob a visão do carnavalesco Marcus Paulo. Unindo rigor acadêmico e espiritualidade, o projeto destaca Tancredo como uma figura central da cultura afro-diaspórica, transformando uma trajetória estudada em teses em uma homenagem viva que ecoa a conexão mística e presente da comunidade do Morro de São Carlos com sua ancestralidade.

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Comissão de frente

A comissão de frente da Estácio de Sá aposta na integração total, rompendo com o conceito de um espetáculo isolado. Segundo o carnavalesco Marcus Paulo, a abertura foi concebida como uma unidade narrativa onde a comissão, o casal de mestre-sala e porta-bandeira e o abre-alas compartilham a mesma leitura visual e temática.

Com o apoio de um elemento cenográfico, o setor simboliza a força da comunidade do São Carlos, que se une aos cerca de 2.600 componentes para dar início ao desfile de forma coesa e impactante.

Samba-enredo

Compositores: Luiz Antonio Simas, Julio Alves, Thiago Daniel, Magrão do Estácio, Tinga, Marquinhos BF, Diego Nicolau, Adolfo Konder, Totonho, Dilson Marimba, HB, Juninho do Estácio, Cláudio Russo.

Macumba é macumba, canjerê, mojubáMacumba é macumba, firma ponto no gongáKolofé, saravá OmolokôNo terreiro de Tancredo a Estácio incorporou

Oh, Tata!Traz a guia de miçangaPra quem é da nossa banda a demanda enfrentarOh, Tata!Salve a linha de umbanda e a bandeira de OxaláNaquele tempo de malandro e meganhaEu usei lata de banha pra fazer o instrumentoEnsinamento pro São Carlos que subiaA ladeira todo dia encarando o regimento

Tancredo o bastião e testemunhaO primeiro fundamento da curimba e da mumunha

Atabaques no terreiro, na porteira o guardiãoUma vela no cruzeiro, duas velas pro leãoChegou general da banda, azeitado no dendêNa canjira galo canta, Cantagalo eu quero ver

Vai, nas ondas do marYemanjá ganhar presentes de féTodo povo da cidade num só cantoContra o quebranto firma no batuquejêAo papa negro, mandingueiro, de arerêQuem é de santo, veste branco e vai dizer

Coisa de acender, pemba de riscarFolha e feitiço pra curaCoisa de acender, pemba de riscarBanho de folha e feitiço pra curar