Sarajane é considerada a "mãe" do axé music, gênero musical baiano que está completando 40 anos em 2025. Não poderia ser diferente: aos 15 anos, já estava em cima de trios elétricos.
No seu primeiro disco “Merengue deboche”, lançado em 1985, no qual apresentou uma mistura da música dos blocos afro e de latinidades diversas (salsa, merengue, mambo, rumba, cúmbia) com samba e reggae, já anunciava o que vinha aí.
Cantou grávida e menor de idade, contrariando as expectativas que o cenário machista cria para as mulheres. “Eu saia da Igreja Evangélica e ia direto para o trio elétrico”, conta a pioneira.
"A gente sabia o que estava cantando, nós vivenciamos aquilo, era o nosso dia a dia. O trio elétrico era um palco político também, onde a gente podia reivindicar as coisas", diz a cantora e compositora para o Band Folia. A música de Jerônimo foi proibida na época", completa.
Sarajane também promove uma reflexão importante: hoje, as dancinhas dominam as plataformas digitais, mas, de acordo com a baiana, Salvador já faz isso há mais de 40 anos. E é verdade!
A música baiana está mais fortalecida do que nunca
Para o futuro, há a certeza da compositora de que as raizes baianas continuam vivas: "A mentalidade é bem bacana e a música que está vindo aí não deixa de ser axé music porque o axé music é uma mistura de células".
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