Resumo
Annik Salmon, carnavalesca responsável pelo desfile da Arranco do Engenho de Dentro pela Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro, reforçou a importância da representatividade feminina na folia. Em entrevista ao Concentração Band Folia desta sexta-feira (28), ela destacou os desafios que as mulheres enfrentam no meio carnavalesco e chamou a atenção para a necessidade da participação feminina nas agremiações do samba.
“Infelizmente, ainda vemos poucas mulheres em cargos de liderança no Carnaval. Hoje, sou a única carnavalesca da Série Ouro e a única do Grupo Especial, após a saída de Rosa Magalhães e Márcia Lage. Isso me entristece, porque queria ter mais mulheres ao meu lado. Não queria estar sozinha”, explicou Annik.
A carnavalesca afirmou não esconde que levanta a bandeira do feminismo e explicou: “Eu venho desenvolvendo essas temáticas femininas, levantando essa bandeira. Acho fundamental trazer enredos que valorizem a mulher. O Carnaval precisa disso, o mundo precisa disso.”
Apesar das dificuldades, Annik celebra a força feminina dentro da Arranco do Engenho de Dentro. “Aqui temos uma presidente mulher, uma vice-presidente mulher, uma intérprete mulher, lideranças femininas em várias frentes. Isso faz toda a diferença. O Carnaval e a sociedade precisam disso: de mais mulheres ocupando espaços e sendo valorizadas.”
Neste ano, a Arranco do Engenho de Dentro desfila o enredo "Mães que alimentam o sagrado". O tema aborda as questões da maternidade, desde a ancestralidade até as dificuldades do dia a dia. Os desfiles da Série Ouro do Rio de Janeiro estão disponível no canal do Band Folia no YouTube. Veja:
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