Enredo
“Kunhã-Eté: O Sopro Sagrado da Jurema”A Unidos de Padre Miguel leva à Sapucaí a história de Clara Camarão, indígena potiguara símbolo de coragem e resistência na luta contra a invasão holandesa no século XVII. O enredo celebra o protagonismo feminino e a força espiritual da Jurema, exaltando identidade, ancestralidade e resistência dos povos originários.
Comissão de frente
- Coreógrafo: Paulo Pinna
- Total de componentes: 17 (12 femininos e 5 masculinos)
- Figurino: “Memória erguida que o tempo jamais apagou”
A Comissão representa as raízes ancestrais potiguaras, guardiãs da memória, da espiritualidade e da resistência. No giro do Toré, conduzido pelo Pajé, evoca-se a força da Jurema Sagrada até o surgimento da Kunhã-Eté, símbolo feminino predestinado à luta.Além dos bailarinos, a apresentação conta com o tripé “Raízes Sagradas, Herança Ancestral”, reforçando a força da ancestralidade e a consagração da guerreira que floresce da terra e da memória.
Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira
- Mestre-Sala: Marcinho Siqueira – Fantasia: Sangue Potiguara
- Porta-Bandeira: Cristiane Caldas – Fantasia: Sangue Potiguara
A fantasia simboliza o vermelho-sangue-urucum como seiva vital do povo Potiguara — força, proteção espiritual e resistência. Representa o sangue derramado nas batalhas e a continuidade da cultura indígena transformada em canto e celebração. No corpo do casal, o figurino reafirma ancestralidade, orgulho guerreiro e memória viva, conectando o pavilhão da UPM à Jurema Sagrada e ao legado de Clara Camarão. Marcinho surge como guerreiro, com capa que se abre como asas tingidas de urucum, exaltando orgulho e ancestralidade. Cristiane representa uma deusa guerreira, com saia em camadas que remetem ao sangue ancestral transformado em força, reafirmando a realeza e o legado de Clara Camarão. Guardiões – “Raízes Ancestrais”: protegem o casal como raízes sagradas que evocam a força originária e a seiva vital que alimenta o sangue-urucum do pavilhão.
Abre-alas
- Ala 1 – troncos velhos (comunidade) os anciãos potiguaras, guardiões da memória e da espiritualidade da jurema. Representam as raízes que sustentam o nascimento de clara camarão.
- Ala 2 – pontas de rama (crianças) a renovação da ancestralidade. As crianças simbolizam os brotos da árvore sagrada: passado e futuro unidos.
- Destaque performático – o pajé (Juarez Souza), guia espiritual que conduz clara à consagração junto à mãe d’água.
- Ala 3 – águas da mãe d’água o chamado espiritual que desperta clara para sua missão. Ala de passo marcado.
- Carro abre-alas – “A consagração de Kunhã-Eté” representa o batismo espiritual de clara camarão nas águas do rio Potengi, tingidas de urucum. É o momento em que a jovem é consagrada guerreira pela mãe d’água, tornando-se Kunhã-Eté — escolhida pelas forças ancestrais. Une o plano terreno e o encantado, marcando o rito de passagem da menina para a líder espiritual e guerreira.
- Destaques: Deise Mara – os encantos da mãe d’água (destaque de luxo) Luciana da Silva – Kunhã-Eté (semi-destaque central)
- Composições: ancestralidade potiguara (feminina) e filhas da mãe d’água (feminina).
Rainha de bateria
Andressa Marinho (Dedê).
Samba-enredo
Compositores: Thiago Vaz, Jefinho Rodrigues, W. Correa, Richard Valença, Miguel Dibo e Cabeça do Ajax.
Ajaxquem Vem Lá É A Unidos De Padre Miguel A Chama Da Ira Terrena Que Evoca O Sagrado Do Céu Girando Inicia O Toré, Herança Dos Meus Ancestrais O Passo Marcado, Nas Mãos Maracás Virado No Meu JuremáXamã Revelou A Missão A Mata É De Clara CamarãoKunha Eté, Sobrenome ResistirSangue Urucum As Margens Do PotengiMãe D’água (Mãe D’água) Desperta A Fina FlorPoti, Potiguara Em Nome Do Amor
Quando Ecoa O Tambor, Vibra A Alma Da FlorestaNesse Solo De Guerreiros, O Corpo Se ManifestaFirma O Pé, Empunha A Lança, Que A Justiça Vem à TonaA Nossa Tribo Avisa: Essa Terra Aqui Tem Dona!
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