Carnaval

Aos 51, Viviane Araújo rebate etarismo no Carnaval: 'Não compro essa ideia'

Rainha de bateria do Salgueiro e da Mancha Verde diz ter mudado preparo para os desfiles, mas que não pensa em se aposentar

Luiza Lemos
LUIZA LEMOS

10/08/2026 • 08:00 • Atualizado em 10/08/2026 • 08:00

Viviane Araújo é rainha de bateria de duas escolas de samba, no RJ e SP

Viviane Araújo é rainha de bateria de duas escolas de samba, no RJ e SP

Felipe Araujo/Liga-SP

Com mais de 20 anos de história no Carnaval, Viviane Araújo está longe de se aposentar. A rainha de bateria do Salgueiro e da Mancha Verde, hoje com 51 anos, reconhece que não tem mais o corpo do passado, mas que não escuta as críticas e cobranças por seguir sambando.

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Para o Band Entretê, Viviane afirma que tem maturidade e se prepara de forma estratégica para dar tudo de si na avenida. "Hoje eu me preparo com muito mais inteligência. Não é só malhação pesada, é cuidar das articulações, comer bem, dormir e escutar os sinais do meu corpo", afirma.

A artista ainda reflete sobre a cobrança e o etarismo que já sofre com 51 anos. "A gente sabe que a cobrança em cima da mulher é pesada. Sempre tem quem ache que mulher depois de uma certa idade tem que 'se recolher' ou que não pode mais sambar de maiô. Eu escuto, vejo, mas não compro essa ideia para mim de jeito nenhum", diz Viviane Araújo.

O meu valor tá na mulher que eu me tornei, na mãe que eu sou e na história que eu construí com tanto suor. O negócio é estar bem, com saúde e de bem com a vida - Viviane Araújo.

Nas redes sociais, Viviane Araújo se tornou voz contra o etarismo. Sem medo de envelhecer em frente às câmeras, ela afirma que não há outra opção. "Envelhecer é sinal de que a gente tá viva, realizando sonhos, vendo o filho crescer!", diz. Viviane não tem problemas em envelhecer, desde que com muito cuidado.

"Eu acho que a gente tem que se cuidar, sim. Se eu quero fazer meu treino, passar meus cremes, eu faço! Mas faço por mim, para olhar no espelho e me sentir bem, e não para tentar parecer uma menina de 20 anos. A pressão estética existe? Totalmente! Ainda mais no meu trabalho", avalia.

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