
Gabi Fatalle retirou costelas para o Carnaval
Reprodução/Instagram/@fatalleoficial_
A musa do Colorado do Brás, Gabi Fatalle, passou por diversos procedimentos estéticos para entrar no Sambódromo do Anhembi com o visual repaginado. Um deles foi a retirada de costelas para afinar a cintura, que, segundo ela, dá um "visual mais desenhado".
Em meio às críticas, ela diz que segue o próprio padrão. "Eu gosto desse visual mais desenhado, mais ‘gringo’. Se falam que estou plastificada, eu levo como elogio. Eu me sinto bem, confiante e gostosa assim", disse, ao G1.
O procedimento, famoso em quem quer mudanças intensas no visual, não é recomendado por parte dos cirurgiões plásticos. O cirurgião Garabet Karbachian Neto, titular da Sociedade Brasileira e Internacional de Cirurgia Plástica, explica que a cirurgia não é indicada para fins estéticos.
"A retirada, fratura ou afastamento de costelas possui indicações precisas e eticamente relevantes apenas no tratamento de algumas doenças pulmonares ou cardíacas", afirma. No caso de Gabi Fatalle, a cirurgia não tem respaldo científico.
"Geralmente, o resultado atribuído à retirada das costelas está muito mais relacionado à lipoaspiração, ao condicionamento muscular e ao uso prolongado de espartilhos/cintas de alta compressão do que à fratura ou retirada óssea em si", afirma o médico.
Retirada de costelas para fins estéticos traz riscos à saúde
Garabet explica que retirar as costelas, como Gabi Fatalle, traz diversos riscos graves para saúde. "Vão desde perfuração pulmonar, dor crônica, hemorragias, assimetrias irreversíveis, além de complicações infecciosas e respiratórias", diz.
Fisicamente, as consequências podem aparecer a longo prazo. "Pode levar à instabilidade torácica, influenciando a postura, a mecânica respiratória e podendo gerar assimetrias entre um lado e outro do tórax", afirma.
Samba muda com retirada de costelas
Musas, rainhas e passistas precisam do 'corpo perfeito' para trazer elegância e sambar com estilo na avenida. Retirar as costelas pode ser ruim na hora de entregar os passos, como explica o cirurgião.
"Evoluindo com dor crônica, isso se torna um fator limitante para o movimento corporal e também para a respiração. Movimentos que exigem mobilidade e dissociação do tronco podem ser impactados", explica.
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