Carnaval

Musa da Colorado do Brás retira costelas para Carnaval; médico cita riscos

Gabi Fatalle fez diversos procedimentos para entrar no Sambódromo do Anhembi com 'visual desenhado'

Luiza Lemos
LUIZA LEMOS

06/02/2026 • 14:19 • Atualizado em 06/02/2026 • 14:19

Gabi Fatalle retirou costelas para o Carnaval

Gabi Fatalle retirou costelas para o Carnaval

Reprodução/Instagram/@fatalleoficial_

A musa do Colorado do Brás, Gabi Fatalle, passou por diversos procedimentos estéticos para entrar no Sambódromo do Anhembi com o visual repaginado. Um deles foi a retirada de costelas para afinar a cintura, que, segundo ela, dá um "visual mais desenhado".

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Em meio às críticas, ela diz que segue o próprio padrão. "Eu gosto desse visual mais desenhado, mais ‘gringo’. Se falam que estou plastificada, eu levo como elogio. Eu me sinto bem, confiante e gostosa assim", disse, ao G1.

O procedimento, famoso em quem quer mudanças intensas no visual, não é recomendado por parte dos cirurgiões plásticos. O cirurgião Garabet Karbachian Neto, titular da Sociedade Brasileira e Internacional de Cirurgia Plástica, explica que a cirurgia não é indicada para fins estéticos.

"A retirada, fratura ou afastamento de costelas possui indicações precisas e eticamente relevantes apenas no tratamento de algumas doenças pulmonares ou cardíacas", afirma. No caso de Gabi Fatalle, a cirurgia não tem respaldo científico.

"Geralmente, o resultado atribuído à retirada das costelas está muito mais relacionado à lipoaspiração, ao condicionamento muscular e ao uso prolongado de espartilhos/cintas de alta compressão do que à fratura ou retirada óssea em si", afirma o médico.

Retirada de costelas para fins estéticos traz riscos à saúde

Garabet explica que retirar as costelas, como Gabi Fatalle, traz diversos riscos graves para saúde. "Vão desde perfuração pulmonar, dor crônica, hemorragias, assimetrias irreversíveis, além de complicações infecciosas e respiratórias", diz.

Fisicamente, as consequências podem aparecer a longo prazo. "Pode levar à instabilidade torácica, influenciando a postura, a mecânica respiratória e podendo gerar assimetrias entre um lado e outro do tórax", afirma.

Samba muda com retirada de costelas

Musas, rainhas e passistas precisam do 'corpo perfeito' para trazer elegância e sambar com estilo na avenida. Retirar as costelas pode ser ruim na hora de entregar os passos, como explica o cirurgião.

"Evoluindo com dor crônica, isso se torna um fator limitante para o movimento corporal e também para a respiração. Movimentos que exigem mobilidade e dissociação do tronco podem ser impactados", explica.