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BTS: relembre maiores polêmicas do fenomeno coreano que passou pelo Brasil

Que o BTS é um sucesso, ninguém pode negar. O grupo de K-pop formado por RM, J-Hope, SUGA, Jin, Jimin, V e Jung Kook, desembarcou no Brasil para a "BTS WORLD

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02/11/2026 12:00 • Atualizado há 1 hora

BTS: relembre maiores polêmicas do fenomeno coreano que passou pelo Brasil

Banda causou alvoro

Reprodução/Spotify

Que o BTS é um sucesso, ninguém pode negar. O grupo de K-pop formado por RM, J-Hope, SUGA, Jin, Jimin, V e Jung Kook, desembarcou no Brasil para a "BTS WORLD TOUR: ARIRANG", turnê que marca o retorno da banda após três anos de hiatos para que os sete membros servissem as forças armadas coreanas.

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A chegada do grupo sul-coreano BTS ao Brasil para uma série de shows aguardados pelos fãs nesta semana trouxe à tona uma série de discussões sobre as polêmicas que cercam a banda, dentre as quais se destacam o embate envolvendo a influenciadora e ativista conservadora Pietra Bertolazzi e a legião de admiradores da banda, conhecida como ARMY.

Entenda a polêmica entre o BTS e Pietra Bertolazzi

Durante a transmissão da final da Copa do Mundo, em 19 de julho, Pietra criticou publicamente a aparência e a postura dos sete artistas após uma apresentação no torneio. A influenciadora rotulou os músicos como vaidosos e afeminados, mencionando ter sentido constrangimento alheio. A fala provocou reação imediata da base de fãs, iniciando um embate digital que transbordou para a esfera jurídica e policial.

A animosidade digital evoluiu para ataques cibernéticos coordenados. Os advogados de Pietra recorreram à Divisão de Crimes Cibernéticos de São Paulo para denunciar delitos como ameaças letais, difamação, calúnia e invasão de sistemas. Grupos em redes sociais e aplicativos de mensagens divulgaram informações sigilosas da influenciadora para fraudes, gerando dezenas de compras falsas em e-commerces, registros indesejados como mesária eleitoral e cadastros forçados em partidos políticos. A ativista defendeu que suas observações eram estritamente estéticas e voltadas ao mercado artístico, refutando acusações de preconceito.

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Além de Pietra Bertolazzi, relembre outras polêmicas do BTS

Falhas na estrutura do show no Brasil (outubro de 2026)

A chegada da turnê ao Brasil em outubro mobilizou a comunidade de fãs em torno de questões logísticas e de infraestrutura nos concertos realizados em São Paulo. Manifestações de insatisfação tomaram conta das redes sociais e culminaram em queixas formais junto ao Procon devido ao descontentamento com a disposição técnica do espetáculo, que disponibilizou apenas quatro telões de exibição no território brasileiro, em contraste com a configuração utilizada em outros países, onde a produção implementou doze telões com visibilidade em trezentos e sessenta graus.

Motiva afirma que show do BTS fez Linha 4-Amarela bater recorde de clientes

Após as reclamações de superlotação e falta de organização na estação São Paulo-Morumbi da Linha 4-Amarela do Metrô, a Motiva informou que o show do BTS nesta quarta-feira (29) fez a linha bater recorde de clientes transportados em um único dia desde a pandemia.

Em nota à Band, a Motiva afirma que recebeu quase 817 mil clientes, uma alta de 3,6% em relação ao último recorde, em 4 de março deste ano, com o show do AC/DC, que transportou 788,6 mil pessoas.

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O aumento, segundo a Motiva, foi impulsionado pelo show da banda BTS. Além da São Paulo-Morumbi, a estação Vila Sônia–Prof.ª Elisabeth Tenreiro também bateu recorde: foram 64 mil clientes, um crescimento de 8,9% em relação à marca anterior, em 30 de abril deste ano, no show do The Weeknd.

Encontro com Chris Brown (agosto de 2026)

A passagem da turnê por Toronto, no Canadá, em agosto, foi marcada pela divisão da base de fãs após os integrantes J-Hope e RM posarem para fotografias com o cantor Chris Brown, artista condenado por agressão contra a também cantora Rihanna, em 2009. A imagem circulou amplamente nas redes sociais, provocando discussões sobre responsabilidade artística e o posicionamento dos músicos diante do passado de figuras públicas com quem decidem interagir.

Acusação de plágio em "Swim" (julho de 2026)

No âmbito jurídico e criativo, a banda enfrentou questionamentos legais em julho de 2026, quando um trio de compositores norte-americanos ajuizou uma ação nos tribunais dos Estados Unidos contra a gravadora Big Hit Music, a Hybe e os produtores responsáveis. A acusação apontava supostas semelhanças estruturais e melódicas entre a faixa "Swim", integrante do álbum Arirang, e uma obra inédita de autoria dos demandantes. Em resposta às alegações que ameaçavam a reputação do lançamento, a empresa responsável pela gestão do grupo negou publicamente qualquer irregularidade ou cópia de propriedade intelectual.

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Suga flagrado sob efeito de álcool (setembro de 2024)

Outro episódio de forte impacto ocorreu em setembro de 2024, envolvendo o integrante Suga, que foi formalmente multado em aproximadamente onze mil e quinhentos dólares após ser interceptado pelas autoridades enquanto conduzia uma scooter elétrica sob a influência de substâncias alcoólicas. O resultado positivo no teste do etilômetro desencadeou uma onda de escrutínio público na Coreia do Sul e repercutiu globalmente, resultando em comunicados oficiais de retratação por parte do artista e da agência para conter o desgaste perante o público e os patrocinadores.

A polêmica de War of Hormone e letras antigas (2014)

O grupo sul-coreano BTS já enfrentou contestações ligadas a composições tidas como machistas ou misóginas, com destaque para a faixa "War of Hormone", divulgada em 2014. A canção, produzida no início da trajetória artística da banda, continha versos voltados ao ímpeto adolescente e trechos entendidos como objetificação feminina, a exemplo do verso que descrevia a aparência das mulheres de frente e de costas.

O líder da formação, RM, reconheceu abertamente que reproduziu elementos problemáticos em canções anteriores, motivado pelas referências do hip-hop que consumia no começo dos anos 2000. Em julho de 2016, a agência BigHit Music e os integrantes publicaram uma retratação pública admitindo os equívocos. No comunicado, ponderaram que a expressão artística reproduz preconceitos vigentes e que compreenderam a inadequação de enquadrar o papel e o valor feminino sob uma ótica exclusivamente masculina.

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Desde o episódio, a banda adotou uma postura de revisão em seus processos criativos e absteve-se de executar a música em concertos ao vivo, refletindo um movimento de reeducação acompanhado por críticos e admiradores.