Oruam publica mensagem da mãe antes de prisão e desabafa: 'Maior amor'
Investigada por monopólio de sinal de internet, mulher de Marcinho VP pediu calma ao filho em conversa

Marcia Gama, mãe de Oruam, é presa pela PF
Reprodução/Instagram @marciiagama
A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira (19) Márcia Gama Nepomuceno, esposa de Marcinho VP e mãe do rapper Oruam, durante a Operação Backbone. A investigação apura o monopólio imposto pela facção criminosa Comando Vermelho (CV) sobre o fornecimento de internet em comunidades do Rio de Janeiro.
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Logo após a prisão, o artista apareceu chorando nos stories do Instagram, lamentando a ação policial e divulgando os últimos registros de conversa com Márcia. Na postagem compartilhada na rede social, o cantor expressou a dor pelo momento.
“Eu não queria falar de tristeza, mas levaram meu maior amor, que é você, mãe. Eu não sei o que fazer”, escreveu o músico.

Stories do perfil de Oruam no Instagram(Reprodução/Instagram @oruam)

Stories do perfil de Oruam no Instagram(Reprodução/Instagram @oruam)
Conversas revelam conselho e fé antes de ação policial
Oruam divulgou o teor dos diálogos mantidos com a mãe pouco antes de a polícia cumprir o mandado de prisão preventiva. Nos registros, Márcia Gama enviou mensagens de apoio ainda de madrugada.
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Oruam compartilha últimas mensagens trocadas com a mãe(Reprodução/Instagram @oruam)
Além de Márcia, agentes da PF prenderam Lucas Santos Nepomuceno, filho do casal e irmão do artista. As determinações judiciais atingiram outros envolvidos no esquema de controle dos serviços de telecomunicações nas comunidades.
Operação Backbone
A ofensiva da corporação cumpre 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As equipes cumprem as medidas na capital fluminense e nos municípios de Nova Iguaçu, São João de Meriti, Teresópolis, Maricá e Magé.
Parte das ordens de detenção terá cumprimento no próprio sistema prisional, incluindo uma unidade penitenciária federal. Em Londrina, os policiais prenderam o vereador Fábio Silva (Podemos), apontado nas apurações como dono e beneficiário de provedores de internet investigados na ofensiva.
