
Leandro Hassum como Silvio Santos
Divulgação
O novo trailer de "Silvio Santos Vem Aí" foi divulgado nesta quinta-feira (28). A cinebiografia estrelada por Leandro Hassum no papel de Silvio Santos, o ‘Dono do Baú’, que também tem a participação de Manu Gavassi.
O filme se passa em 1989, na época em que Silvio Santos se lançou como pré-candidato à presidência da República. Na obra, Manu Gavassi faz a jornalista Marília, contratada por adversários do apresentador para investigá-lo e que acaba se encantando pelo apresentador.
O longa tem a direção de Cris D'Amato e roteiro de Paulo Cursino, com elenco de Marcelo Laham, Gabriel Godoy, Hugo Bonemer e Vanessa Giácomo. A obra deve estrear nos cinemas em 20 de novembro.
Confira o trailer:
Entenda a história de 'Silvio Santos Vem Aí'
O filme traz a empreitada política de Silvio Santos. O apresentador não se aventurou apenas no mundo da mídia, das portas, perfumes e baús. O apresentador, que morreu aos 93 anos no ano passado, também tentou se lançar como político, na primeira eleição direta pós-ditadura militar, em 1989.
Na eleição em que Fernando Collor se saiu vencedor, Silvio Santos foi inscrito como candidato em outubro de 1989, pelo extinto Partido Municipalista Brasileiro, de centro-direita. Logo após o anúncio, pelo menos 18 pedidos de impugnação da candidatura e da cassação do partido surgiram no Tribunal Superior Eleitoral.
As eleições, que ocorreriam em 15 de novembro daquele ano, não assustaram Silvio Santos na época. Ele formalizou a candidatura faltando sete dias antes do prazo final para formalização das chapas. O vice dele seria Marcondes Gadelha, que foi deputado federal e senador pela Paraíba.
Em meio aos pedidos de impugnação da candidatura de Silvio Santos, pesquisas eleitorais da época mostravam que o apresentador atingiria o primeiro lugar com 29%, contra Fernando Collor, Luiz Inácio Lula da Silva e Leonel Brizola.
Mesmo com a popularidade, a candidatura de Silvio Santos foi impugnada por diversas questões. Uma delas foi a Lei Complementar nº 5/70, que considerava inelegíveis candidatos que tenham exercido cargo ou função de direção, administração ou representação em concessionárias, ou permissionárias de serviço público. No caso, Silvio era acusado de estar em funções administrativas no SBT.
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