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Coveiro influencer? Conheça o homem que transforma tabu em humor

Personagem de Barbacena (MG) viralizou nas redes sociais com suas reflexões sobre a vida e a morte

JULIANO DIP

07/01/2026 • 23:45 • Atualizado em 07/01/2026 • 23:45

O repórter Juliano Dip foi até Barbacena, em Minas Gerais, para apresentar no Melhor da Noite uma figura que transformou a rotina sinistra de um cemitério em conteúdo de sucesso na internet. Paulo Lima, conhecido como "Cimit", acumula milhões de visualizações ao mostrar os bastidores de seu trabalho no cemitério.

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'Agente de prisão perpétua'

Paulo Lima brinca sobre o título tradicional de sua profissão. Em conversa com Juliano Dip, ele explicou que prefere ser chamado de "agente de prisão perpétua". A lógica é simples: "Se eu prender o cara, não sai nunca mais".

Com mais de 300 mil seguidores e vídeos que ultrapassam a casa do milhão de visualizações, Paulo usa a internet para desmistificar o ambiente do cemitério. Ele mostra a realidade das covas, que chama de "apartamentos", e faz alertas práticos sobre a vaidade humana.

Segundo o mineiro, dentro do túmulo "não tem ar-condicionado nem iPad". Ele reforça que as pessoas valorizam excessivamente o que é pago e esquecem do que não se pode comprar. "Você tem que ter dinheiro para ter qualidade de vida, mas aqui não cabe nada", reflete.

Apesar das brincadeiras, para o coveiro, a verdadeira morte é o esquecimento.

Tem pessoas que estão vivas, mas estão mortas. E tem pessoas que estão falecidas, mas são lembradas todo dia, afirmou.

Cimit ainda deixou um conselho: "Dedique cinco minutos à pessoa que você mais ama. Abraça, beija. Porque um dia, se vier parar aqui, você vai lembrar que não desperdiçou esse tempo", concluiu.

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