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Famosos lamentam morte de Brigitte Bardot; veja

Ícone do cinema francês morreu neste domingo (28), aos 91 anos; repercussão une de líderes políticos a astros da TV e da música internacional

Da Redação*
DA REDAÇÃO*

28/12/2025 • 13:19 • Atualizado em 28/12/2025 • 13:19

A confirmação da morte de Brigitte Bardot, neste domingo (28), desencadeou uma onda de homenagens que atravessou fronteiras e espectros políticos. Aos 91 anos, a partida da estrela francesa, que redefiniu o conceito de liberdade feminina no século XX, mobilizou chefes de Estado, artistas e personalidades da mídia em manifestações de pesar nas redes sociais.

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O presidente Emmanuel Macron utilizou sua conta oficial na plataforma X (antigo Twitter) para exaltar a importância histórica da atriz. Em sua mensagem, o mandatário francês descreveu a artista como uma "lenda do século" e a personificação de "uma vida de liberdade". Para Macron, a trajetória de Bardot transcendeu a arte, tornando-se "uma existência francesa, um brilho universal".

A relevância de "BB" — como ficou mundialmente conhecida — foi capaz de unir lados opostos da política francesa no momento do luto. Marine Le Pen, principal liderança da direita no país, também se pronunciou publicamente.

Em sua nota, Le Pen classificou o falecimento da atriz como uma "perda profunda" para a nação, destacando tanto o talento cinematográfico quanto a coragem que marcaram a vida pública de Bardot.

No meio artístico, a comoção foi igualmente intensa. A cantora, ex-modelo e ex-primeira-dama da França, Carla Bruni, despediu-se da colega referindo-se a ela como a "inesquecível BB", evocando as iniciais que se tornaram uma marca registrada de glamour.

A repercussão cruzou o Canal da Mancha e chegou ao Reino Unido, onde personalidades da televisão, como o apresentador Piers Morgan, e figuras do entretenimento, como o ilusionista Uri Geller, também prestaram suas últimas homenagens.

A revolução do biquíni e o cinema

A comoção global se justifica pela profundidade da marca deixada por Brigitte Bardot na cultura ocidental. Ao atuar em mais de 40 produções, ela não apenas entregou sucessos de bilheteria, mas alterou a percepção da figura feminina.

Filmes como "E Deus Criou a Mulher" (1956) e "A Verdade" (1960) — este último indicado ao Oscar — apresentaram personagens ousadas e independentes, que rompiam com o conservadorismo do pós-guerra.

Para além da atuação, Bardot foi uma influenciadora antes mesmo de o termo existir. Suas aparições públicas usando biquíni foram fundamentais para popularizar a peça, transformando-a de um item de vestuário em um símbolo de rebelião e emancipação do corpo feminino nas décadas de 1950 e 1960.

Do ativismo às polêmicas

A segunda metade da vida de Brigitte Bardot foi tão intensa quanto a primeira, mas por motivos distintos. Em 1986, ela oficializou sua saída dos holofotes do entretenimento para fundar uma organização dedicada à proteção animal, causa à qual dedicou toda a sua energia e fortuna nas últimas décadas.

No entanto, sua figura pública também foi marcada por controvérsias agudas. A atriz, que nunca escondeu suas opiniões fortes, publicou livros e concedeu entrevistas que geraram debates acalorados na sociedade francesa.

Em diversas ocasiões, Bardot expressou visões conservadoras sobre temas sensíveis, como migração, a influência de culturas estrangeiras na França e a pluralidade racial, o que lhe rendeu críticas e até processos judiciais, mas nunca diminuiu o fascínio que sua imagem exercia sobre o mundo.

*Com informações da Agência Estado.

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