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O que é doença do Enxerto Contra o Hospedeiro, que afetou Isabel Veloso

Influenciadora morreu após passar mais de um mês internada em estado grave; problema é complicação de transplante

2 min

05/01/2026 11:59 • Atualizado há 287 dias

O que é doença do Enxerto Contra o Hospedeiro, que afetou Isabel Veloso

Isabel Veloso morreu após mais de dois meses internada na UTI de um hospital em Curitiba, no Paraná. Pouco antes da morte, que ocorreu neste sábado (10), o pai da influenciadora, Joelson Veloso, afirmou que ela foi diagnosticada com Doença do Enxerto contra o Hospedeiro.

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"Infelizmente a rejeição do enxerto (Doença do Enxerto contra o Hospedeiro) e infecções graves após o transplante são riscos sérios e imprevisíveis. Surgem de forma agressiva e difícil de controlar. O corpo fragilizado, e a complexidade do tratamento tornam tudo mais delicado", disse em texto.

O marido de Isabel, Lucas Borbas, afirmou que a esposa enfrentava uma "luta pela vida". Ela chegou a acordar do coma e a fazer o procedimento de traqueostomia, mas teve uma piora e precisou ser sedada.

O que é Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro?

A doença, segundo a biblioteca nacional de medicina dos Estados Unidos, é uma complicação grave que pode ocorrer após o transplante de medula óssea ou de células-tronco hematopoiéticas.

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O problema que Isabel enfrenta ocorre quando linfócitos T do enxerto do doador reconhecem os tecidos do receptor como estranhos, por diferenças de compatibilidade. Ou seja, os linfócitos iniciam uma resposta imune contra eles e ataca o corpo do paciente.

O ataque, segundo estudos, ocorre nos primeiros 100 dias após o transplante, levando o paciente a ter danos em diversos órgãos, como pele, trato gastrointestinal, fígado e pulmões. No caso de Isabel Veloso, ela teve complicações respiratórias.

Qual é o tratamento para a Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro?

O tratamento varia de acordo com a gravidade do caso. Para a maioria dos casos, o tratamento inicial é com corticosteroides, medicamentos específicos e até terapias por órgão afetado.

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Há também a prevenção, com medicamentos para evitar a complicação. O tratamento é complexo e deve ser conduzido por médicos especialistas, segundo a Sociedade Brasielira de TRansplante de Medula Óssea e a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, a Conitec.

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