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O que é doença do Enxerto Contra o Hospedeiro, que afetou Isabel Veloso

Influenciadora morreu após passar mais de um mês internada em estado grave; problema é complicação de transplante

Da redação
DA REDAÇÃO

05/01/2026 • 11:59 • Atualizado em 05/01/2026 • 11:59

Isabel Veloso

Isabel Veloso

Reprodução/Instagram/@isabelvelosoo

Isabel Veloso morreu após mais de dois meses internada na UTI de um hospital em Curitiba, no Paraná. Pouco antes da morte, que ocorreu neste sábado (10), o pai da influenciadora, Joelson Veloso, afirmou que ela foi diagnosticada com Doença do Enxerto contra o Hospedeiro.

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"Infelizmente a rejeição do enxerto (Doença do Enxerto contra o Hospedeiro) e infecções graves após o transplante são riscos sérios e imprevisíveis. Surgem de forma agressiva e difícil de controlar. O corpo fragilizado, e a complexidade do tratamento tornam tudo mais delicado", disse em texto.

O marido de Isabel, Lucas Borbas, afirmou que a esposa enfrentava uma "luta pela vida". Ela chegou a acordar do coma e a fazer o procedimento de traqueostomia, mas teve uma piora e precisou ser sedada.

O que é Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro?

A doença, segundo a biblioteca nacional de medicina dos Estados Unidos, é uma complicação grave que pode ocorrer após o transplante de medula óssea ou de células-tronco hematopoiéticas.

O problema que Isabel enfrenta ocorre quando linfócitos T do enxerto do doador reconhecem os tecidos do receptor como estranhos, por diferenças de compatibilidade. Ou seja, os linfócitos iniciam uma resposta imune contra eles e ataca o corpo do paciente.

O ataque, segundo estudos, ocorre nos primeiros 100 dias após o transplante, levando o paciente a ter danos em diversos órgãos, como pele, trato gastrointestinal, fígado e pulmões. No caso de Isabel Veloso, ela teve complicações respiratórias.

Qual é o tratamento para a Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro?

O tratamento varia de acordo com a gravidade do caso. Para a maioria dos casos, o tratamento inicial é com corticosteroides, medicamentos específicos e até terapias por órgão afetado.

Há também a prevenção, com medicamentos para evitar a complicação. O tratamento é complexo e deve ser conduzido por médicos especialistas, segundo a Sociedade Brasielira de TRansplante de Medula Óssea e a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, a Conitec.

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