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O universo das fantasias e fetiches sexuais ainda é um grande tabu para a maioria dos brasileiros, apesar da atração generalizada pelo tema. É o que revela uma pesquisa recente, citada no quadro Sexonário do programa Melhor da Noite: 95% dos entrevistados disseram sentir atração por fetiche.
No entanto, 60% dos participantes admitiram ter vergonha ou medo de revelar suas fantasias mais íntimas aos parceiros. A revelação foi o ponto de partida para a conversa no programa.
No Sexonário, a especialista em sexualidade e psicóloga, Tatiana Presser desmistificou o tema, reforçando que o fetiche é natural e saudável, desde que respeite os limites e o consentimento.
A diferença entre fantasia e fetiche
A especialista explicou que a atração por fantasias e fetiches é muito natural para a maioria das pessoas. Ela fez, no entanto, uma distinção importante entre os dois termos, que são frequentemente confundidos.
- Fantasia: É algo que a pessoa gostaria de experimentar;
- Fetiche: É um objeto de fixação de que a pessoa precisa para atingir o prazer.
"Mais de 90% das pessoas têm vontade de realizar alguma coisa nesse sentido. Mas o autojulgamento é muito pior até do que o julgamento alheio", avalia a especialista. Por isso, é difícil para as pessoas falarem abertamente sobre o tema.
O limite do consentimento
Tatiana ainda reforçou que a diversidade de fetiches é natural e saudável. O limite, de acordo com ela, está no consentimento.
"Para mim, tem três coisas proibidas. Animal, menor de idade e pessoa que não está viva, morto, no caso", afirma. Isso porque, nesses casos, não há consentimento. Ela ressaltou: "Você tendo consentimento, está tudo certo. Não faça nada que você não está à vontade porque não vai ser algo realmente bacana".
Um dos fetiches mais populares, segundo ela, é o BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo), que envolve um "jogo de poder". No entanto, ela alertou para práticas como o choking (estrangulamento), que exige muito cuidado para não provocar desmaios ou problemas sérios.
A chave para manter o relacionamento vivo, segundo a especialista, é a novidade. O sexo é um processo químico e mental, que se beneficia de coisas diferentes para lançar dopamina.
"Indo assim aos poucos, o assunto vai se naturalizando. Aquilo que você fez tipo há três meses, você de repente não acha tão absurdo. Vira natural", conclui.

