Melhor da Noite

Sexo no mar? Sexóloga explica os principais riscos da prática na água

A experiência não é segura, pois traz riscos de contaminação e lesões por atrito

Da redação
DA REDAÇÃO

22/11/2025 • 18:11 • Atualizado em 22/11/2025 • 18:11

A sexóloga Camila Gentile participou do Melhor da Noite e respondeu a uma dúvida comum entre os espectadores: quais são os perigos de manter relações sexuais dentro d'água, como na piscina ou no mar?

Compartilhar

A especialista reforçou que o sexo na água é inadequado e pode trazer riscos à saúde, especialmente devido à dificuldade de usar preservativo e à alteração do pH da região íntima por agentes químicos.

"A gente tem que pensar que é inadequado, né, o sexo dentro d'água, porque já não cabe um preservativo quando está ali na água", iniciou Camila Gentile. A ausência de lubrificação natural e a presença de bactérias são outros grandes problemas.

Riscos de contaminação e atrito

A sexóloga explicou que, além de não ser possível garantir a proteção de um preservativo, a água em si já representa um perigo de contaminação.

Em piscinas, por exemplo, o cloro pode invalidar o pH da região íntima, deixando-a vulnerável. Há também o risco de bactérias presentes no ambiente aquático agredirem o organismo da pessoa.

Camila Gentile alertou que a água, seja doce ou salgada, tende a remover a lubrificação natural. Essa falta de lubrificação provoca atrito durante a relação. O atrito, por sua vez, pode causar microfissuras na pele.

Essas microfissuras criadas pelo ressecamento abrem portas para a contaminação por bactérias e outros agentes infeccioso.

O risco de gravidez é o mesmo

Outra dúvida comum e desmistificada pela sexóloga é sobre a eficácia contraceptiva da água. Muitas pessoas acreditam, erroneamente, que a água impede a gravidez.

Camila Gentile foi enfática ao afirmar que o risco de gravidez indesejada é o mesmo no sexo feito na água. A especialista concluiu que o ato "não é indicado" e que existem lugares "mais seguros" para a prática sexual.