
Sexóloga explica homens que usam calcinha
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Resumo
O programa "Melhor da Noite" abordou o tema do uso de roupas íntimas femininas por homens, após uma espectadora relatar que seu acompanhante pediu para usar sua calcinha; a sexóloga Carla Cecarello explicou que o comportamento está ligado ao fetiche e ao cross-dressing, uma prática comum entre homens heterossexuais.
A especialista compartilhou casos clínicos, incluindo o de um paciente hétero e casado que buscou terapia por sentir prazer em usar calcinhas e meias de seda, mas enfrentou rejeição da esposa; Carla destacou que de 3% a 6% da população brasileira se identifica como cross-dresser e ressaltou a importância do diálogo e honestidade nas relações.
O assunto foi relacionado à série "Tremembé", que retrata Cristian Cravinhos e seu suposto relacionamento com outro homem no presídio envolvendo o uso de calcinha; a sexóloga diferenciou o fetiche do cross-dressing, explicando que enquanto alguns apenas têm desejo pela peça, outros querem vesti-la, o que demanda atenção específica.
O quadro "Sexonário" do Melhor da Noite desta sexta-feira, 15/11, abordou um tema inusitado enviado por uma espectadora. Tiffany mandou um desabafo sobre um ‘date’: "Fui sair com um boy e ele quis usar minha calcinha. E agora, o que que eu faço?". A sexóloga Carla Cecarello, convidada do programa, explicou que o comportamento é um fetiche e está relacionado ao "cross-dressing", prática que, segundo ela, é comum em homens heterossexuais.
"É uma situação bem inusitada, porém, isso é um fetiche", analisou Carla. A especialista explicou que existem homens que usam roupas femininas, mas não são homossexuais. "Eles usam roupas de mulheres porque eles se sentem mais fortes com a peça", detalhou.
Carla citou o caso de um paciente que ilustra esse comportamento. "Eu mesmo tive um paciente que ele ia totalmente montado no consultório, sabe? Unha, o cabelo, o sapato, roupa, tudo, tudo", relatou.
Questionada pelo apresentador Felipeh Campos, a sexóloga confirmou que o paciente era um homem hétero e casado. "Casado com filhos e tudo". Segundo ela, o homem procurou terapia porque "tinha muito tesão em se relacionar usando calcinhas e meias de seda".
O fim da história, porém, não foi tão feliz ao paciente:
A gente se preparou, trabalhamos isso na terapia e ele foi e contou pra ela [a esposa]. Mas, ela não aceita, de jeito nenhum
A sexóloga surpreendeu os apresentadores ao revelar a dimensão da prática. "Hoje, de 3% a 6% da população brasileira é de pessoas cross-dresser", afirmou.
A apresentadora Pâmela Lucciola defendeu a importância do diálogo em casos assim. "Voltamos pra parada da honestidade. Se você é casado, tem esse desejo, quem sabe jogar um papo reto, né?".
O caso de Cristian Cravinhos
O tema levou Felipeh Campos a lembrar uma polêmica recente envolvendo a série "Tremembé", que retrata Cristian Cravinhos, condenado pelo assassinato do casal Richthofen. Uma das maiores revelações da série foi o relacionamento de Cristian com outro homem dentro do presídio. De acordo com cenas da trama de Ulisses Campbell, Cristian teria pedido para o namorado arranjar uma calcinha para apimentar as coisas.
Embora Cristian Cravinhos tenha negado o episódio, Felipeh Campos afirmou que o fato é verídico. "Essa calcinha é verdade, mesmo ele desmentindo, essa calcinha existiu", cravou o apresentador.
Carla comentou que a vergonha de admitir o fetiche é comum. "É isso, as pessoas têm vergonha".
Fetiche x Cross-dressing
A especialista concluiu diferenciando os níveis do fetiche. "Existem pessoas que gostam, têm fetiche por calcinha, não necessariamente querem usar, outros já querem usar", explicou.
Ela explicou que alguns "simplesmente gostam de pegar, gostam de cheirar, imaginam coisas" em relação à peça íntima.
No entanto, quando há o desejo de vestir a peça, o caso se aprofunda e se aproxima do cross-dressing. "O cross-dresser já envolve outras questões que precisam ser trabalhadas", finalizou.
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