Melhor da Tarde

Deborah Secco explica silêncio sobre separação e relembra trauma com o pai

Atriz revela que término ocorreu bem antes da notícia ter sido divulgada e detalha esforço para proteger a filha e garantir presença ativa de Hugo Moura

Da redação
DA REDAÇÃO

29/12/2025 • 18:12 • Atualizado em 29/12/2025 • 18:12

Abriu o coração! Em entrevista ao Melhor da Tarde, divulgada nesta segunda-feira (29), a atriz Deborah Secco abordou com franqueza os bastidores de sua separação do surfista Hugo Moura. Em entrevista exclusiva ao jornalista Leo Dias, ela detalhou os motivos de sua discrição e enfatizou que a prioridade absoluta durante todo o processo tem sido o bem-estar da filha do casal, Maria Flor.

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Deborah esclareceu que o rompimento ocorreu muito antes de o fato se tornar público. Segundo a artista, a decisão de manter o sigilo inicial foi estratégica, visando blindar a criança de exposições desnecessárias em um momento delicado de reestruturação familiar.

"A gente preferiu tentar fazer isso da forma mais discreta possível", afirmou a atriz. Ela ressalta que, embora sempre tenha sido uma pessoa transparente e aberta sobre sua vida pessoal, a dinâmica muda quando o assunto envolve a herdeira, seu "bem mais precioso".

Preservação da intimidade

Para Deborah, a necessidade de proteger os detalhes do término permanece, mesmo após um ano da separação. A atriz avalia que essa é uma história que talvez precise ser resguardada "para sempre", justamente por não se tratar apenas de sua vida, mas da trajetória de Maria Flor.

Relatando o período pós-término, Deborah admitiu que o início foi difícil para a filha. Diante disso, a postura adotada pela artista foi a de reclusão. "Tentei de todas as maneiras ficar o mais quieta e reclusa possível para que ela pudesse passar por isso de forma leve", explicou.

Traumas do passado e ressignificação

Um dos momentos mais tocantes da entrevista ocorreu quando Deborah conectou a atual dinâmica familiar com sua própria infância. A atriz revelou ter crescido distante do pai após a separação dos genitores, o que gerou, por muitos anos, um sentimento de abandono.

"Durante muitos anos existiu uma Deborah abandonada pela figura masculina e isso pesou muito em todas as minhas escolhas de relacionamentos", desabafou. Ela explicou que, inconscientemente, buscava parceiros que não a escolhiam, repetindo um padrão de falta de afeto que só foi ressignificado recentemente.

Justamente por essa experiência pessoal, Deborah considera fundamental que Maria Flor tenha uma vivência oposta. Para a atriz, é "muito importante" que a filha se sinta amada e, acima de tudo, escolhida pelo pai, evitando que ela carregue as mesmas dores no futuro.

A relação com Hugo Moura

Atualmente, o ex-casal mantém a guarda compartilhada de Maria Flor. Deborah fez questão de elogiar a postura de Hugo Moura, definindo-o como um "grande pai" e destacando que ele é muito presente na rotina da menina.

A artista observa que as diferenças entre ela e o ex-marido são benéficas para a formação da filha. "Ele é muito diferente de mim, eu acho que a gente se complementa. Isso é uma sorte para ela", avaliou.

Segundo Deborah, Hugo apresenta um mundo, escolhas e um "tempo" distintos dos dela, o que amplia o leque de possibilidades para a criança.