Melhor da Tarde

‘Ele não é polícia’: Chris Flores defende Felca em caso de Hytalo Santos

Apresentadora do Melhor da Tarde rebate estratégia da defesa e reforça que youtuber não tem obrigação de produzir provas criminais

Da redação
DA REDAÇÃO

13/01/2026 • 15:38 • Atualizado em 13/01/2026 • 15:38

A repercussão do depoimento de Felca à Justiça da Paraíba continua gerando debate no Melhor da Tarde desta terça-feira (13). Após a exibição de trechos exclusivos da audiência sobre o caso Hytalo Santos, a apresentadora Chris Flores fez uma defesa contundente do influenciador digital, esclarecendo o papel dele no processo judicial e rebatendo as críticas sobre uma suposta falta de provas técnicas em seu vídeo-denúncia.

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Durante a audiência, a defesa dos réus, composta por oito advogados, pressionou o youtuber sobre a origem dos dados apresentados na internet e questionou se ele possuía métricas oficiais para embasar suas afirmações sobre a "adultização" de menores. Para Chris Flores, essa cobrança inverte a lógica do sistema judicial.

Ele não é polícia, ele não é sistema judicial. Ele não tem obrigação nenhuma de comprovar aquilo que eles [a defesa] estão tendo que se defender. Ele não é investigador, isso é papel da Justiça.

O influenciador, responsável pelo vídeo viral que expôs o suposto esquema envolvendo a menor Camilinha e outras crianças, foi ouvido na condição de testemunha. O material exclusivo obtido por Leo Dias mostra um embate técnico entre Felca e a bancada de defesa dos réus, composta por oito advogados.

Chris Flores comenta diferença de tom entre vídeo e depoimento de Felca em caso de adultização

Um dos pontos que chamou a atenção do público foi a mudança de tom de Felca. Conhecido pelo humor ácido e pela edição ágil na internet, o influenciador adotou uma postura séria, cautelosa e, por vezes, evasiva diante do juiz. Chris Flores, que possui formação em jornalismo e vasta experiência na cobertura de casos policiais, explicou que essa mudança é necessária e estratégica.

Segundo a apresentadora, o ambiente virtual permite liberdades criativas e opinativas que não cabem em um interrogatório formal.

"Quando você vai para a internet, você pode dizer o que quiser. Quando você está na frente de um juiz, você está ali num julgamento, sob um juramento. Então, se falar qualquer coisa que não consiga provar depois, ou uma mentira, vai pagar as consequências por isso", analisou Chris.

Ela reforçou que o vídeo do YouTube é uma obra editada e roteirizada, enquanto o depoimento exige precisão factual. "O advogado o orientou antes, certamente. Ele não pode produzir provas contra ele ali", completou.

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