
Felca fez vídeo com denúncias contra Hytalo Santos
Reprodução/Instagram/@felca0 e @hytalosantos
A discussão sobre a adultização e até mesmo sexualização infantil, nas redes sociais, é antiga, mas o tema ganhou mais corpo nas últimas semanas, após o influenciador Felca denunciar a exposição de crianças e adolescentes e como os algoritmos direcionam esses conteúdos nas plataformas. Mas por que o vídeo dele chocou, ao contrário de outras iniciativas?
A explicação para a pergunta que fecha o parágrafo anterior foi dada pelo psicólogo Marcos Torati, um dos convidados do Canal Livre que vai ao ar neste domingo (24). A apresentação do programa é de Rodolfo Schneider, com participação dos jornalistas Fernando Mitre e Thais Dias.
Na entrevista, o psicólogo credita o sucesso do vídeo do Felca ao fato de ele está inserido no mundo digital e, mais que isso, conhecer a linguagem e o público que o assiste.
“Ele é alguém da própria rede. Ele não é um outsider. Ele é alguém que está conhecendo como funcionam esses mecanismos todos das redes. Por isso, acho que teve um alcance muito maior”, avaliou Torati.
Espectador precisa assumir responsabilidades
O psicólogo vai além na análise, quando destaca que o vídeo do Felca puxou a responsabilidade para a audiência, ou seja, quem consome e, consequentemente, financia conteúdos que podem ser ilícitos na internet, mesmo que não tenha consciência das possíveis irregularidades.
“O vídeo dele [Felca] ajudou a implicar que nós somos responsáveis pelo que assistimos na televisão ou nos dispositivos. Esse vídeo convidou a gente para assumir uma responsabilidade como espectador, não como mero espectador passivo, mas como alguém responsável por financiar uma audiência com esses conteúdos”, continuou o especialista.
Paralelo com violência contra mulher
Quem também participa deste Canal Livre, como convidada, é a ativista Luciana Temer, presidente do Instituto Liberta, focado em conscientizar a população sobre os perigos da exposição indevida de crianças e adolescentes nas redes sociais, principalmente no que diz respeito à erotização infantil.
“O que acho que ele [Felca] fez foi gerar essa comoção e acho que, a partir desta comoção, isso [combate à adultização e sexualização infantil] não tem como retroceder. Se a gente pensar num paralelo com a violência contra a mulher, o que aconteceu, nos últimos 30 anos, com a violência contra a mulher? Não tinha Lei Maria da Penha, não tinha crime de feminicídio, não tinha consciência de que você pode sofrer violência psicológica. Depois que entrou na pauta da sociedade, nunca mais saiu”, completou Luciana Temer.
Como assistir ao Canal Livre
O Canal Livre vai ao ar neste domingo (3), na tela da Band, na Bandnews TV, Bandplay e também no canal Band Jornalismo, no Youtube.
O programa começa às 20h, na Bandnews TV, e às 23h, na tela da Band.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:

