Em entrevista exclusiva exibida no Melhor da Tarde desta sexta-feira (31), uma das supostas vítimas de Badarik González, Larissa, quebrou o silêncio e detalhou as atitudes inadequadas que sofreu do ex-marido de Mariana Maffei. A jovem é uma das mulheres que registraram um boletim de ocorrência contra o ex-genro de Ana Maria Braga, sob acusações de importunação sexual e furto de um anel.
Concedido à repórter Janaina Nunes, o depoimento de Larissa lança luz sobre o comportamento de Badarik González. O investigado já enfrenta uma medida protetiva concedida pela Justiça a pedido de Mariana Maffei.
Larissa explicou que não tinha qualquer vínculo prévio com Badarik e que o primeiro contato ocorreu exclusivamente por razões profissionais. Ambos atuavam no preparo de refeições na cozinha do evento em Ipoema, distrito de Minas Gerais, em uma jornada temporária prevista para durar cinco dias.
"Eu não conhecia, nunca tinha visto. Eu conheci durante o período do trabalho, como auxiliar da cozinha. Foram cinco dias de contato", relatou Larissa em conversa com Janaina Nunes.
Segundo a profissional, o comportamento de Badarik González mudou rapidamente logo no início do evento. O homem passou a fazer elogios frequentes à sua aparência física e a criar termos de conotação mística para abordá-la.
"No início ele parecia muito receptivo, espiritualizado, mas no primeiro e no segundo dia já comecei a estranhar. Ele me dava várias qualidades e me elogiava quanto à minha beleza", contou Larissa.
Badarik criou um termo em sânscrito para se referir à jovem. Curiosa sobre o significado, Larissa consultou o responsável pela cozinha, identificado como Lila, para compreender o que a palavra representava.
"Ele me explicou que aquele nome era para dizer que eu era a mulher mais linda dos céus. E eu já comecei a estranhar", disse a entrevistada. No dia seguinte, as afirmações do suspeito tornaram-se ainda mais diretas.
"No segundo dia, ele falou que, na verdade, eu era a encarnação da esposa dele dos céus. E aí tinha um determinado nome em sânscrito para dizer que significava isso. Foi aí que ele começou a me chamar por esse nome", disse.
Acusação de toques físicos indesejados
Incomodada com a insistência, a jovem exigiu ser chamada apenas pelo próprio nome, mas não obteve respeito por parte de Badarik. "Eu comecei a falar que o meu nome era Larissa e que só gostaria de ser chamada assim. Ele continuou insistindo e eu fiquei cada vez mais assustada com esse posicionamento dele", desabafou.
Com o avançar dos dias, o constrangimento verbal evoluiu para contatos físicos indesejados no ambiente de trabalho. A jovem relatou que o acusado buscava pretextos constantes para tocá-la durante a manipulação dos alimentos.
"Ele tentava de várias formas se aproximar mais de mim. Passava por mim, botava a mão no meu ombro, a mão na minha cintura. Em vez de fazer as coisas do processo do alimento com mais distância, ele tentava fazer o mais perto possível de mim", afirmou Larissa.
De acordo com a entrevistada, Badarik criava situações para forçar uma intimidade física desnecessária. "Pedia para eu arrumar a blusa dele, o relógio dele, como formas de me tocar. Passava por mim e arrumava o meu cabelo. Eu ficava evitando esses toques e contatos que não tinham necessidade", ressaltou.
Assédio psicológico
Larissa detalhou também a pressão psicológica provocada pelo comportamento do ex-marido de Mariana Maffei. Ao perceber o distanciamento da auxiliar, o acusado passou a adotar uma postura de vitimização.
"Isso já é um assédio psicológico, de ficar pedindo abraço e vindo com assuntos pro lado da espiritualidade. Depois ele vinha como coitadinho também, tipo 'ai, ninguém me dá atenção aqui'. Ele se colocava como vítima", observou.
O desconforto da trabalhadora chamou a atenção da chefia da cozinha, que se colocou à disposição para intervir. Contudo, a jovem tentou estabelecer limites diretamente antes de o episódio culminar na denúncia formal à Polícia Civil de Minas Gerais.
Durante a exibição da entrevista conduzida por Janaina Nunes no Melhor da Tarde, a imagem do rosto de Larissa permaneceu oculta. Chris Flores ressaltou que a decisão de não expor a identidade atende a uma escolha pessoal da entrevistada, respeitando sua condição de vítima.
O boletim de ocorrência registrado no distrito de Ipoema reúne relatos de importunação sexual feitos por Larissa e por outra mulher, além de acusar Badarik González pelo furto de um anel ocorrido durante o festival.
As investigações prosseguem sob responsabilidade das autoridades policiais mineiras, enquanto as medidas judiciais protetivas continuam em vigor para garantir a segurança da filha de Ana Maria Braga.
Não perca nenhuma novidade!
Leia uma seleção especial de conteúdos no seu email e de graça
Escolha quais newsletters quer receber

