
William Bonner deixará a bancada do JN
Divulgação/ TV Globo
O anúncio da saída de William Bonner do Jornal Nacional, após 29 anos no comando, provocou uma onda de mudanças nos bastidores da Globo. A escolha de César Tralli para ocupar a bancada principal não foi simples e expôs uma disputa marcada por reviravoltas, nomes cotados que ficaram pelo caminho e até tensões envolvendo denúncias éticas dentro da emissora.
Conforme foi debatido no Melhor da Tarde, a decisão foi planejada por anos. Bonner, além de apresentador, era editor-chefe do telejornal, o que exigiu uma transição longa e minuciosa. Ainda assim, o movimento desencadeou uma série de ajustes internos que atingiram outros telejornais, como o Jornal Hoje e o Hora 1.
Tensão na fila de sucessores
Nos bastidores, Heraldo Pereira e Márcio Gomes chegaram a ser vistos como favoritos para substituir Bonner. Heraldo acabou assumindo o comando do Jornal das 10 na GloboNews, enquanto Gomes deixou a emissora para integrar a CNN.
Outro nome forte, Evaristo Costa, perdeu espaço por conta da idade na época, e Doni De Nuccio acabou descartado após descumprir o Código de Ética da emissora ao prestar serviços para um banco enquanto ainda era âncora.
Rodrigo Boccardi, que dividia o rodízio do JN, também era cogitado, mas acabou demitido neste ano. Ele foi acusado de atuar como consultor e cobrar até R$ 55 mil por hora em treinamentos para executivos e políticos. A denúncia levou à sua demissão e abriu caminho definitivo para Tralli assumir o posto.
Tralli confirmado na bancada
Com a queda de concorrentes e o histórico de bom desempenho no Jornal Hoje, César Tralli se consolidou como o principal nome para a vaga. A estreia oficial na bancada do Jornal Nacional está marcada para 3 de novembro. Segundo colegas de redação, o jornalista é conhecido pela dedicação intensa, chegando a permanecer mais de dez horas por dia na emissora.
Enquanto isso, William Bonner passa a se preparar para um novo desafio: a apresentação do Globo Repórter, que terá edições gravadas em Nova York a partir de fevereiro.
Reflexos e adaptações
A saída de Bonner não só mexeu com a hierarquia da redação da Globo como também gerou expectativas em outros telejornais. A movimentação abre espaço para novos nomes, mas também levanta questionamentos sobre quem perdeu oportunidades ao longo do processo.
No Melhor da Tarde, Janaina Nunes destacou que “a vaga já era de Tralli há pelo menos três anos”, enquanto Regina Dourado apontou a ausência de mais mulheres nas disputas por postos de destaque na emissora.
A transição marca o fim de uma era no principal telejornal do país e o início de uma fase em que a Globo aposta na imagem mais próxima e empática de César Tralli para manter a relevância do Jornal Nacional.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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