
Suzane Von Richthofen
Marcelo Gonçalves/Sigmapress/Estadão Conteúdo
Resumo
Suzane von Richthofen, que atualmente cumpre pena em regime aberto, foi acusada de furto por Silvia Gonzalez Magnani, prima e suposta namorada do tio de Suzane, o médico aposentado Miguel Abdala Neto, que morreu no início de janeiro. O caso aponta que Suzane teria retirado itens como sofá, lavadora de roupas, poltrona e até uma bolsa com documentos e dinheiro da residência do parente, localizada no bairro do Campo Belo.
A disputa gira em torno de um patrimônio avaliado em cerca de R$ 5 milhões. Como Miguel não deixou filhos, pais ou testamento oficial, Suzane e Silvia travam uma batalha para decidir quem será a inventariante dos bens. Silvia, além de prima, alega ter mantido uma união estável com o médico por 14 anos, enquanto Suzane é sobrinha e afirma ter entrado na residência apenas para "proteger" bens que acredita ter direito a herdar no futuro.
A situação é juridicamente delicada para Suzane. Por estar em regime aberto após a condenação de 39 anos pelo assassinato dos pais, o cometimento de um novo crime pode levar à regressão imediata para o regime fechado. Segundo a advogada Bruna Kusumoto, o caso ainda está em fase de inquérito e a defesa deve alegar que não houve furto, mas sim uma tentativa de preservação de patrimônio, o que pode prolongar o desfecho da investigação.
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