A vice-prefeita da cidade de Ribeira, no interior de São Paulo, Juliana Maria Teixeira, foi afastada do cargo após ser alvo de uma investigação do Ministério Público. Ela é acusada de desviar recursos públicos para contratar uma "mãe de santo" com o objetivo de realizar um ritual de amarração amorosa. O alvo do suposto trabalho espiritual seria o coordenador de saúde do município, com quem a política pretendia iniciar um relacionamento.
Detalhes do ritual e desvio de verba
Segundo informações repercutidas no Melhor da Tarde, o valor acordado para o "trabalho" teria atingido cifras muito superiores aos iniciais R$ 41 mil mencionados em denúncias preliminares, chegando a ser citado o valor de R$ 380 mil. A prática, que visava supostamente "pegar" o coordenador de saúde, é um dos pontos centrais do inquérito conduzido pelo Ministério Público.
Além do desvio para o ritual, há investigações sobre uma possível fraude mais ampla envolvendo a vice-prefeita e o próprio coordenador de saúde, que também foi afastado de suas funções.
O caso segue sob análise das autoridades, que agora aprofundam as investigações para identificar como a despesa foi lançada na contabilidade da prefeitura e se houve fraude documental para camuflar o pagamento de serviços particulares como despesas oficiais. As consequências jurídicas podem ser severas, alcançando as esferas civil, penal, administrativa e eleitoral para ambos os envolvidos.
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