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Nana Caymmi, uma das maiores cantoras do Brasil, morre aos 84 anos

Voz marcante da música nacional, a artista estava internada desde 2024 para tratar um quadro de arritmia cardíaca

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

01/05/2025 • 19:26 • Atualizado em 01/05/2025 • 19:26

Ícone da música brasileira, a cantora Nana Caymmi morreu aos 84 anos, na tarde desta quinta-feira (1º), no Rio de Janeiro. A notícia foi confirmada pela família em post nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada.

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A artista estava internada desde julho de 2024 para tratar um quadro de arritmia cardíaca.

Além de três filhos, Nana deixa duas netas e bisnetos.

Carreira

Nana Caymmi durante apresentação no Terceiro Festival de Música Popular Brasileira, em 1967 (Estadão Conteúdo)

Nana Caymmi durante apresentação no Terceiro Festival de Música Popular Brasileira, em 1967 (Estadão Conteúdo)

Dinahir Tostes Caymmi, conhecida como Nana, foi uma das maiores vozes da música brasileira. A filha do icônico cantor e compositor baiano Dorival Caymmi nasceu em 1941 no Rio de Janeiro.

Incentivada pelos pais, Nana começou a estudar piano clássico ainda criança. Em 1960, entrou no estúdio com Caymmi para fazer sua primeira gravação, “Acalanto”, a canção de ninar feita para ela pelo pai. No mesmo ano, gravou um compacto simples com as músicas “Adeus” e “Nossos Beijos”.

Dona de sucessos como "Resposta ao Tempo", "Suave Veneno" e "Sem Poupar Coração", a carioca Nana Caymmi estava destinada ao mundo da música desde que nasceu. Os irmãos, Dori e Danilo Caymmi, e a sobrinha, Alice Caymmi, também seguiram os passos de Dorival.

Em 1961, Nana se casou com o médico Gilberto José Paoli e se mudou para a Venezuela, de onde era o marido, com quem ficou por quatro anos. A artista teve três filhos: Stella, Denise e João Gilberto, que sofreu um acidente de moto em 1989 e vive com sequelas. Ela ainda foi casada com os cantores Gilberto Gil e Claudio Nucci.

Conhecida pela extrema sinceridade e pelas falas sem pudor, a artista exalta uma de suas músicas no documentário "Nana Caymmi em Rio Sonata", de 2010, dirigido por Georges Gachot. O filme conta a história da "cantora das cantoras" a partir de momentos da vida de Nana e de entrevistas com outros artistas.

Durante a carreira de mais de 60 anos, ela gravou cerca de 40 discos e foi indicada quatro vezes ao Grammy Latino, vencendo a categoria de Melhor Álbum de Samba/Pagode, com um disco gravado com os irmãos, cantando músicas do pai: "Para Caymmi. De Nana, Dori e Danilo".

Em 2020, Nana lançou um álbum interpretando músicas de Tom Jobim e de Vinicius de Moraes, que rendeu a ela uma das indicações ao Grammy.

O último trabalho da artista foi a gravação de "A Lua e Eu" com o cantor Renato Braz, lançada em maio de 2024. A parceria foi gravada na casa de Nana, em uma tomada, com Cristovão Bastos no piano. Pelas redes sociais, ela agradeceu Renato por ter "enchido o saco" dela para que gravasse e afirmou que ele deu coragem para ela.

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