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“Ninguém é ilegal em terra roubada”, diz Billie Eilish em crítica ao ICE

A cantora criticou o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos ao receber o prêmio de Música do Ano no Grammy 2026

Da redação
DA REDAÇÃO

02/02/2026 • 01:10 • Atualizado em 02/02/2026 • 01:10

Billie Eilish ganha o Grammy de Canção do Ano

Billie Eilish ganha o Grammy de Canção do Ano

Reuters

Billie Eilish surpreendeu ao ganhar o prêmio de Música do Ano no Grammy 2026 com a faixa Wildflower. Ao agradecer o reconhecimento, a cantora aproveitou o momento para fazer se posicionar contra a atuação do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).

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"Sinto-me tão honrada toda vez que tenho a chance de estar nesta sala. Por mais grata que eu esteja, sinceramente não sinto que precise dizer nada além de que ninguém é ilegal em terra roubada", afirmou a cantora durante os seus agradecimentos. A manifestação da artista arrancou aplausos da plateia.

"E, sim, é realmente muito difícil saber o que dizer e o que fazer neste momento, e eu me sinto muito esperançosa nesta sala, e sinto que precisamos continuar lutando, nos manifestando e protestando, porque nossas vozes realmente importam, e as pessoas importam. É só isso que vou dizer. Desculpem. Muito obrigada", finalizou.

A cantora não estava entre os favoritos da categoria e superou nomes como Bad Bunny, Lady Gaga, Kendrick Lamar e Sabrina Carpenter.

Bad Bunny também criticou o serviço de Imigração dos EUA

Bad Bunny protestou contra o ICE, serviço de Imigração dos Estados Unidos, durante discurso de vitória no Grammy 2026, que acontece neste domingo (1). O artista porto-riquenho levou a melhor na categoria “Melhor Álbum de Música Urbana” e disparou: “Antes de eu agradecer a Deus, eu vou dizer: ICE, fora. Nós não somos selvagens, não somos animais — somos humanos e somos americanos”.

“Além disso, quero dizer que sei que é difícil não odiar hoje em dia. Estava pensando, às vezes nós somos contaminados. O ódio fica mais poderoso com ódio. A única coisa mais poderosa que ele é o amor. Temos que ser diferentes. Se vamos à luta, que seja com amor. Não os odiamos, amamos nosso povo e nossa família. Não se esqueçam disso”, concluiu.

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