Que a novela mostra a realidade brasileira é fato. Assim como os fãs, aos se envolverem com a trama, tratam os atores como seus personagens – elogiando ou, até mesmo, agredindo. No FatalCast desta segunda-feira, 18/3, Giulia Costa relembrou quando seu pai, Marcos Paulo, contracenou com Zezé Motta em Corpo a Corpo, e recebeu represálias de telespectadores – racistas – por protagonizar com uma mulher preta.
“Quando meu pai fazia uma novela com a Zezé Motta, eles eram um casal, um casal inter-racial. Meu pai me contava que ele era parado na rua e xingado. Porque ele era um galã e as pessoas ficavam indignadas [com isso], como se a Zezé não pudesse ser protagonista, justamente por ser uma mulher preta”.
Corpo a Corpo foi exibida na TV Globo entre 1984 e 1985. A própria novela abordava o racismo em relacionamentos inter-raciais entre os personagens de Marcos (que interpretava Cláudio) e Zezé (que fazia Sônia). Na trama, o pai de Marcos Paulo (interpretado por Hugo Carvana) não aceitava o relacionamento do filho. No fim, porém, foi salvo por uma doação de sangue de Sônia, a personagem de Zezé.
Descobriram na lista telefônica o número da casa do meu pai e ligavam para ele passando trote, xingando e ameaçando. Racismo escancarado mesmo
Marcos Paulo morreu em novembro de 2012, aos 61 anos, vítima de uma embolia pulmonar.
O FatalCast
Todos os dias, às 19h30, o Bandplay, aplicativo de streaming gratuito do Grupo Bandeirantes, estreia o FatalCast, um mesacast que irá reunir elenco, jornalistas e influenciadores diariamente para repercutir o sucesso da trama.
O programa, que será exibido no app, em Band.com.br e no YouTube de Band Entretê, conta ainda com quadros especiais, interatividade com o público, memes, entrevistas e cenas de bastidores.

