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Para onde vão os R$ 350 mil pagos por Viih Tube e Eliezer ao MPT? Entenda

Influenciadora afirmou nas redes sociais que multa paga pelo casal não foi destinada aos funcionários

Luiza Lemos
LUIZA LEMOS

30/07/2026 • 12:07 • Atualizado em 30/07/2026 • 12:08

Eliezer e Viih Tube pagaram multa por reality 'As Patroas'

Eliezer e Viih Tube pagaram multa por reality 'As Patroas'

Reprodução/Instagram/@viihtube

O acordo firmado entre Viih Tube e Eliezer com o Ministério Público do Trabalho tem dado o que falar nos últimos dias. O casal de influenciadores e ex-BBBs assinou um termo de ajustamento de conduta e pagou R$ 350 mil em multa por conta do reality "As Patroas", onde funcionários da casa dos famosos foram colocados em situações vexatórias.

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No acordo, além do pagamento de R$ 350 mil, o casal se comprometeu a apagar todos os vídeos referentes ao reality show, além de não produzir ou divulgar mais qualquer conteúdo que exponha empregados domésticos ou outros trabalhadores em situações vexatórias ou humilhantes, mesmo com consentimento.

Nos stories, Viih Tube e Leinha, governanta da casa da famosa, alegaram que o montante não foi destinado para os funcionários, mas também não disseram para onde iria o dinheiro. A influenciadora, inclusive, disse que tentou argumentar e mostrar provas ao MPT, mas não foi possível reverter a punição.

Para a Band, o MPT informou que o valor da multa foi destinado ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, o FDD. O fundo, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, tem como objetivo a recomposição de danos causados a direitos difusos e coletivos.

Como funciona o Fundo de Defesa de Direitos Difusos?

Criado em 1985, o fundo nasceu para recompor danos causados ao meio ambiente, ao patrimônio histórico e artístico, ao consumidor, à ordem econômica, ao trabalhador, às pessoas idosas ou portadoras de deficiências e ao patrimônio público e social.

Multas como as de Viih Tube e Eliezer são destinadas a projetos financiados com recursos do fundo, escolhidos pelo Conselho Federal Gestor do FDD. Normalmente, são aprovados projetos de prefeituras, de universidades federais e até de institutos para a proteção e promoção de direitos de cidadãos e do meio ambiente.

Um exemplo é a construção de cisternas em escolas no semiárido do Nordeste, ações do Ibama e ICMBio, projetos da UFRJ para mapear fraudes contra o consumidor e até obras de modernização do Museu Histórico Nacional.