
Cynthia Sansevero é arquiteta no Pesadelo na Cozinha
Leonan Oliveira/Band
Responsável por comandar a transformação dos restaurantes no Pesadelo na Cozinha, a arquiteta Cynthia Sansevero detalhou, em entrevista ao Band.com.br, como funciona a operação que precisa entregar um ambiente totalmente renovado em apenas 48 horas.
Segundo ela, o processo é intenso, envolve uma equipe robusta e começa muito antes das câmeras de Erick Jacquin entrarem em ação. “É uma loucura. A gente deixa de viver um pouco lá fora para viver aqui dentro”, resumiu Cynthia sobre a rotina no programa.
Como funciona a obra no Pesadelo na Cozinha? Arquiteta conta que trabalho começa muito antes das gravações
Antes da obra, Cynthia faz uma vistoria completa no restaurante. “Eu tiro medidas, faço fotos e desenvolvo um projeto que precisa caber no tempo e na verba disponível”, explica.
Esse projeto é dividido com sua equipe, que inicia imediatamente a produção de tudo: pintura, elétrica, comunicação visual, decoração e compras. “Na semana do restaurante, a equipe corre atrás de tudo para que, quando chegarmos na terça-feira à noite, o material já esteja lá. Não tenho tempo para comprar nada durante a obra", contou.
Apesar das reformas impressionarem o público, Cynthia conta que há limitações técnicas impossíveis de resolver no curto prazo.
O objetivo é transformar o restaurante e melhorar a estética, mas muitos têm problemas que exigiriam um tempo maior de obra.
A arquiteta do Pesadelo na Cozinha contou que a equipe de Erick Jacquin resolve os problemas mais simples, dá uma repaginada na estética do restaurante e oferece uma consultoria para os proprietários, apontando os problemas que podem virar dor de cabeça futuramente.
“A gente resolve o necessário para funcionar, mas sempre alerta o proprietário sobre o que precisa ser visto depois”, explicou.
“Ver o restaurante prosperar é o que vale”, celebra arquiteta do Pesadelo na Cozinha
Cynthia contou que escuta as dores dos proprietários antes de começar o projeto, mas nunca revela o que será feito. “Eles querem saber tudo, mas a gente fala: ‘Não sei de nada’. É para não criar expectativa exagerada, porque às vezes não dá para entregar o que eles imaginam", disse.
O momento preferido da arquiteta em todo o processo, apesar da correria da obra, que é feita em apenas 48 horas, é a revelação do resultado para os proprietários e equipe da cozinha. “A carinha de felicidade deles quando tiram a venda, é o que vale a pena. É gratificante ajudar uma pessoa a levar adiante seu sonho, seu negócio, algo que sustenta famílias. Ver isso prosperar é o que vale", celebrou.

