
Ratinho tem história de polêmicas por homofobia, racismo e transfobia
Reprodução/SBT
O apresentador Ratinho foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) nesta quinta-feira (6) sob a acusação de homofobia. A ação foi motivada por um comentário feito na edição de quarta-feira (5) do Programa do Ratinho, no SBT, quando o comunicador usou um termo pejorativo ao comentar o novo visual do cantor sertanejo Tiago Piquilo.
"Você pintou o cabelo? Meu Deus… Você tá com uma cara de v*ado", declarou o apresentador no ar. A representação foi formalizada por Agripino Magalhães, suplente de deputado estadual e ativista dos direitos LGBTQIAPN+, que ressaltou a gravidade da exibição do conteúdo em rede nacional.
"Esta é a quarta vez que aciono as autoridades contra o apresentador (...). Esse tipo de fala não é brincadeira. É preconceito, constrangimento público e reforço da violência simbólica contra a população LGBTQIAPN+", afirmou Agripino à imprensa.
Histórico de denúncias e embates
Esta não é a primeira vez que declarações feitas na atração viram alvo de representações judiciais acionadas por Magalhães.
O ativista acionou os órgãos controladores em 2023 devido a ataques do apresentador contra a realização da Parada do Orgulho LGBTQIAPN+. Em 2025, uma nova queixa abordou o uso recorrente de termos pejorativos durante a exibição de um quadro. Já em maio deste ano, Ratinho foi denunciado por comentários contra demonstrações de afeto entre dois homens.
"Quando a orientação sexual ou a identidade de gênero de alguém é usada para humilhar, ridicularizar ou diminuir uma pessoa, estamos diante de um ataque que precisa ser enfrentado. Preconceito não pode ser tratado como entretenimento", defendeu o ativista.
Posicionamento e enquadramento jurídico
Procurados para comentar a apresentação da denúncia ao Ministério Público, a assessoria do apresentador e a direção do SBT informaram que não irão se manifestar sobre o caso.
Desde 2019, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), condutas homofóbicas e transfóbicas são equiparadas ao crime de racismo, enquadradas na Lei nº 7.716/1989. A denúncia apresentada ao MP será analisada pelos órgãos competentes para avaliar o prosseguimento de eventuais medidas criminais ou cíveis.
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