
Leda Nagle acumula polêmicas
Reprodução/Instagram/@ledanagleoficial
A jornalista Leda Nagle virou assunto nas redes sociais nesta semana após defender a volta do trabalho infantil no Brasil. Em publicação no X, antigo Twitter, a apresentadora afirmou que tem boas lembranças de quando trabalhou com 10 anos ao lado do pai no armazém da família.
O texto foi feito para concordar com Romeu Zema (NOVO), pré-candidato à presidência da República. "Ele está certo, falo por experiência própria. Trabalhei desde muito cedo junto com meu pai e minha mãe no nosso Armazém Mineiro a partir de 9 e 10 anos", contou Leda.
"Fazia os deveres de casa no balcão do armazém e depois atendia fregueses, junto com meus pais, pesando arroz, feijão (que na época eram vendidos a granel) e fazia pequenas entregas. Tenho belas lembranças desta época. Éramos fortes, unidos e felizes, sem drama", completou Leda. O texto revoltou internautas, que sugeriram que ela colocasse a neta, Zoe, que é filha de Sabrina Sato e Duda Nagle, para trabalhar.
Mas esta não é a primeira polêmica de Leda Nagle envolvendo opiniões políticas. A jornalista acumula controvérsias nas redes sociais e chegou até a apagar conteúdos na própria página no YouTube por conta das polêmicas. Relembre abaixo:
Fake News sobre plano para matar Jair Bolsonaro
Em abril de 2021 Leda Nagle reproduziu em uma live uma fake news que afirmava que o então ex-presidente Lula (PT) tinha um plano para matar Jair Bolsonaro (PL). A jornalista leu uma denúncia atribuída ao diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, que tratava do plano para assassinar o então presidente da República.
Após a repercussão do vídeo, Leda precisou ir até as redes sociais para se desculpar e informar que não houve tempo para verificar se a carta era verdadeira ou não. "Algum membro do Clube da Notícia, por má fé ou porque ficou impactado pela notícia, pinçou um trecho de 2 minutos de uma live de 47 e viralizou antes mesmo que eu tivesse voltado para fazer a checagem completa da informação", diz a nota da época.
Kit Covid
Leda Nagle também virou assunto após defender medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19. À época, Leda afirmou que o YouTube pediu para apagar as lives que defendiam a prevenção e remédios como hidroxicloroquina e ivermectina.
"O YouTube me procurou e recomendou que eu seguisse as novas diretrizes da plataforma. Na verdade estou sendo muito injustiçada com estas reportagens", disse para a Folha de S. Paulo à época.
Polêmica por termos racistas
Em 2023 Leda voltou a se envolver em uma controvérsia após reclamar que não poderia usar mais termos que hoje são entendidos como racistas. Durante o podcast Papagaio Falante, de Sérgio Mallandro, a jornalista criticou o uso da linguagem neutra e que se atrapalha com termos que antes eram muito falados.
"Não vou falar todes. Vou falar todos, porque todos quer dizer todos nós. Nós todos. Mas eu não vou falar [a linguagem neutra], porque não vou aprender agora isso. Mas é difícil, porque você não quer ofender as pessoas também. Acho frescura. Quem quiser falar, fala, mas eu não vou falar", afirmou.
Sobre os termos racistas, ela lamentou não poder falar os termos. "Tem um monte de coisa que eu não sei hoje em dia como se fala mais. Você não sabe mais como se referir, por exemplo. Tem o 'denegrir' que não pode falar. 'Mulata' também não pode, e isso me incomoda muito, porque às vezes fico meio atrapalhada", disse.
Denúncia por homofobia
Em novembro de 2022 a jornalista Leda Nagle foi denunciada por homofobia após uma entrevista com Cássia Kis, que teria dito que "famílias tradicionais estão ameaçadas pela ideologia de gênero" e que homossexuais visam "destruir a família".
Leda foi incluída no processo por não contestar declarações de cunho homofóbico durante a entrevista. As duas foram criticadas pela situação.
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