
Sexo
Freepik
Durante a exibição recente do programa Melhor da Noite, uma dúvida enviada por uma telespectadora trouxe à tona um debate sobre sexualidade, autoestima masculina e prazer a dois. O Sexonário contou com a participação da sexóloga Luana Lumertz, que respondeu à pergunta de Carol sobre como lidar com a questão do tamanho do pênis na hora H.
A telespectadora relatou ter se relacionado com um parceiro cujo órgão sexual era "menor do que o normal" e questionou se existiriam posições específicas capazes de garantir maior satisfação e resolver esse "probleminha". A questão abriu espaço para uma conversa necessária sobre mitos e verdades no sexo.
Autoestima x Prazer real
Logo no início da conversa, a especialista fez questão de desmistificar a preocupação excessiva com as medidas. Segundo Luana, a questão do tamanho muitas vezes afeta mais a autoestima do homem — preocupado em corresponder a um padrão idealizado do que propriamente a mecânica do sexo.
Para a sexóloga, é fundamental lembrar que a relação sexual vai muito além da penetração. Ela reforçou ser plenamente possível ter muito prazer independentemente do tamanho, desde que haja conexão e criatividade entre o casal. No entanto, reconheceu que a penetração é uma parte importante para muitas pessoas e que o ajuste técnico pode, sim, fazer diferença.
As posições mais indicadas
Respondendo objetivamente à dúvida de Carol, Luana explicou que a escolha da posição pode facilitar o contato e a profundidade da penetração. A especialista alertou que certas posições devem ser evitadas ou adaptadas nesse cenário.
"Você não vai inventar de fazer uma posição que não funciona, por exemplo, ficar 'de ladinho'. A pessoa tem que ter um tamanho um pouquinho maior para isso", explicou Luara.
Como alternativa, a sexóloga indicou posições que valorizam a anatomia e permitem um contato mais profundo, citando a posição "de quatro" como um exemplo clássico que costuma funcionar bem nesses casos. A angulação permite que a penetração seja mais profunda, compensando a questão do comprimento e aumentando a sensação de preenchimento.
Sexo além da penetração
Outro ponto alto da discussão foi o lembrete de que o repertório sexual deve ser amplo. A especialista e os apresentadores concordaram que, se houver alguma limitação física ou insegurança, o casal deve explorar outros estímulos.
Luana destacou a importância de investir em outras práticas, como o sexo oral e o toque, para enriquecer a experiência. "A gente pode fazer outras coisas. Tocar, enfim, oral, etc.", pontuou.
O apresentador Felipeh Campos, sempre com seu tom irreverente, brincou com a situação, mas logo concordou com a seriedade do tema. Ele ressaltou que, embora o programa aborde o assunto com leveza e humor, é uma questão séria que afeta a confiança de muitos homens. "A gente sabe que é um assunto sério, tem muitos homens que às vezes sofrem com o problema, mas a gente também não pode colocar peso nos problemas", concluiu o apresentador, defendendo que encarar a situação "numa boa" é o melhor caminho para uma vida sexual saudável.
Não perca nenhuma novidade!
Leia uma seleção especial de conteúdos no seu email e de graça
Escolha quais newsletters quer receber

