
Ludmilla, Liniker e Lauana Prado
Reprodução/ Instagram @ludmilla @liniker @lauanaprado
O Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+ é celebrado mundialmente neste domingo, 28 de junho. Criada em homenagem à Rebelião de Stonewall, ocorrida em Nova York em 1969, a data é um marco histórico de luta, visibilidade e resistência. Do pop ao sertanejo, do funk à MPB, artistas LGBTQIA+ marcam presença na indústria musical brasileira. Com milhões de ouvintes nas plataformas digitais, turnês e shows lotados e reconhecimento da crítica, esses nomes estiveram em alta no streamings musicais nos últimos anos.
Pabllo Vittar
Considerada uma das maiores artistas LGBTQIA+ da América Latina, Pabllo Vittar consolidou uma carreira marcada por recordes de streaming, como ser a 1ª drag queen a entrar no top 50 Global do Spotify, apresentações em festivais internacionais e parcerias com grandes nomes da música mundial.
Desde o sucesso de "K.O.", a cantora e drag queen expandiu sua influência com hits como "Corpo Sensual", "Amor de Que" e "São Amores". Sua trajetória contribuiu para ampliar a visibilidade de artistas LGBTQIA+ na música pop brasileira, tornando-se uma referência de representatividade e sucesso comercial.
Ludmilla
Ludmilla construiu uma carreira marcada pela capacidade de transitar entre diferentes estilos musicais. Revelada pelo funk carioca, a cantora alcançou projeção nacional com sucessos como "Hoje", "Cheguei" e "Rainha da Favela". Nos últimos anos, conquistou ainda mais espaço ao investir no pagode, especialmente com o projeto "Numanice", que se tornou um fenômeno de público e crítica.
Além dos recordes nas plataformas digitais, Ludmilla também entrou para a história ao se apresentar em importantes palcos internacionais. A cantora é casada com a dançarina e influenciadora Brunna Gonçalves. Elas assumiram o relacionamento publicamente em 2018 e se casaram em uma cerimônia surpresa no final de 2019. As duas são mães de Zuri.
Liniker
Liniker tornou-se uma das artistas mais respeitadas da música brasileira contemporânea. Inicialmente conhecida à frente da banda Liniker e os Caramelows, conquistando o público com seu EP Cru, que trouxe sucessos como “Zero”. Em 2019, lançou o álbum “Goela Abaixo”, que recebeu aclamação da crítica e foi indicado ao Grammy Latino. A cantora alcançou uma nova dimensão em sua carreira solo com o álbum "Índigo Borboleta Anil", que trouxe hits como “Baby 95” e “Psiu”. Esse trabalho a tornou a primeira artista trans a vencer um Grammy Latino.
Em 2024, Liniker lançou o álbum “Caju”. Tamanho o sucesso, que a primeira turnê do álbum da cantora, esgotou os ingressos das três apresentações que aconteceram no Espaço Unimed, em São Paulo. O disco é conceitual. Propõe uma viagem de um dia, saindo do Japão rumo a lugares ensolarados onde Liniker sonha em chegar, lotado de sentimentos que ela deseja sentir. A viagem, segundo ela, também é influenciada pelos astros.
A cantora já disse que não pensa no viral, e sim na qualidade de seu trabalho. Ou seja, músicas longas e repletas de poesia fizeram a vocalista estourar a bolha do universo maistream, do lugar comum, e cativar milhares de fãs. Tanto que, ela (e seu trabalho) foram reconhecidos com indicações em 7 categorias do Grammy Latino. A artista levou três deles para casa.
Gloria Groove
Dona de uma das vozes mais marcantes da música pop nacional, Gloria Groove construiu uma trajetória de constante crescimento. Após iniciar sua carreira ainda na infância, a artista ganhou destaque no cenário pop com canções como "Bonekinha", "Vermelho" e "A Queda". Sua versatilidade permitiu explorar diferentes estilos, incluindo rap e mais recentemente o pagode com o álbum “Serenata do amor”, alcançando grande repercussão nas rádios, plataformas digitais e festivais de música em todo o país.
Como parte das celebrações dos seus dez anos de carreira, este ano Gloria Groove lançou seu novo single “O Chá”, que deve ser o primeiro do sexto álbum da artista. Gloria, ou Daniel Garcia, é casada com o artesão e artista plástico Pedro Lopes. Eles estão juntos há mais de uma década.
Urias
Urias tornou-se uma das artistas da nova geração do pop brasileiro. Com uma proposta estética e musical marcada pela experimentação, a cantora conquistou espaço com trabalhos como "Fúria" e "Her Mind".
No ano passado, a artista lançou CARRANCA, seu novo álbum. Um projeto denso, repleto de simbolismos religiosos, referências afro-brasileiras e questionamentos sobre identidade, liberdade e resistência. Como mulher trans, é uma forte defensora dos Direitos de Povos Transgêneros e da Comunidade LGBTQIA+.
Pedro Sampaio
Pedro Sampaio consolidou-se como um dos principais nomes da música brasileira ao unir a produção musical ao carisma de artista de palco. Responsável por sucessos como "Sentadão", "Galopa", "Dançarina" e "PocPoc", ele acumula bilhões de reproduções nas plataformas digitais.
Facilmente reconhecido como hitmaker, Pedro Sampaio se orgulha em ser o tipo de artista que toca nos aniversários de crianças e idosos. Mergulhado no trabalho, ele é o dono de um dos maiores hits do Carnaval 2026, "Jetski", que acumula milhares de streams, junto ao seu bem-sucedido projeto "Sequência". Recentemente, deu os primeiros passos na carreira internacional com "G-latina", em que canta em espanhol.
Assumidamente bissexual, o cantor e produtor tornou-se uma importante referência para a comunidade LGBTQIA+.
Jão
Jão transformou-se em um dos maiores representantes do pop brasileiro contemporâneo. Com letras que abordam amor, relacionamentos e vulnerabilidade emocional, o artista conquistou uma legião de fãs com sucessos como "Idiota", "Pilantra", "Alinhamento Milenar" e "Me Lambe".
Seus álbuns frequentemente alcançam posições de destaque nas plataformas digitais, passou a ser presença confirmada em grandes festivais como Rock in Rio e The Town, e em 2024 iniciou uma massiva turnê em estádios, com apresentações históricas e esgotadas no Allianz Parque.
O cantor Jão oficializou uma pausa na carreira por tempo indeterminado em abril de 2025, logo após o encerramento da bem-sucedida era de divulgação do disco Super. O artista optou por um hiato total para cuidar da saúde mental, viver o luto pela morte do pai e afastar-se da pressão da fama.
Jão namora o produtor musical e diretor criativo Pedro Tófani. O casal se conheceuem 2013, na época da faculdade.
Lauana Prado
Lauana Prado, um dos principais nomes do sertanejo atual, tem forte presença nas plataformas de streaming. A cantora ganhou destaque nacional por sua potência vocal e pela capacidade de unir tradição e modernidade ao gênero. Canções como "Cobaia" e os projetos da série "Raiz" ajudaram a ampliar sua popularidade, tornando-a uma das artistas mais ouvidas do país e uma importante representante da diversidade dentro do sertanejo.
A sertaneja está grávida de oito meses de seu primeiro filho, Dom, gerado por meio de fertilização in vitro. A gestação é o maior sonho da artista, que compartilha a maternidade com sua noiva, a influenciadora Tati Dias.
Mari Fernandez
Mari Fernandez rapidamente se tornou uma artista popular da música brasileira. Revelada pelo piseiro e pelo forró eletrônico, a cantora conquistou o público com sucessos como "Não, Não Vou", "Parada Louca" e "Comunicação Falhou". Após o crescimento nas plataformas digitais e nos palcos de grandes festivais, a artista agora mergulha no sertanejo.
Na vida pessoal, em 2025, a cantora se casou com a influenciadora Julia Ribeiro, cercadas por 250 convidados. Em março deste ano, o casal anunciou que está a espera da primeira filha. As duas estão juntas há cerca de cinco anos.
Daniela Mercury
Daniela Mercury é uma das artistas mais importantes da música brasileira e uma das principais vozes em defesa dos direitos LGBTQIA+. Desde a explosão de "O Canto da Cidade", no início dos anos 1990, a cantora ajudou a popularizar a música baiana e consolidou uma carreira marcada por inovação artística, ativismo e grandes sucessos.
A esposa da cantora Daniela Mercury é a jornalista e ativista baiana Malu Verçosa. O casal assumiu publicamente o relacionamento e oficializou a união em 2013.
O que é a Revolta de Stonewall?
Nas décadas de 1950 e 1960 os Estados Unidos tinham uma legislação anti-homossexual, já que práticas homossexuais foram consideradas crimes até 1962 em todos os estados do país. Em 1969, ano da revolta, a prática já não era criminalizada, mas muitos estabelecimentos comerciais que eram frequentados por gays e lésbicas eram atacados e perseguidos pela polícia.
Na cidade de Nova York apenas um bar era abertamente gay, o Stonewall Inn. Na noite de 28 para 29 de junho, o que era para ser uma batida policial comum tornou-se em revolta. Um grupo de homossexuais se recusou a ser revistado pela polícia, iniciando um confronto que durou cerca de 4 horas e resultou na destruição do bar.
As revoltas duraram 5 dias até que foram totalmente contidas. Ainda assim, a luta dos LGBTQIA+ por direitos ganhou apoio e visibilidade, de modo que até o final de 1969 muitas cidades americanas passaram a ter organizações pelos direitos dos homossexuais. E, no de 1970, após um ano das revoltas, aconteceram as primeiras passeatas do orgulho gay nos Estados Unidos.
O que significa LGBTQIA+?
Na primeira sigla, GLS, o "S" representava os simpatizantes, pessoas aliadas à causa LGBTQIA+. Mas logo o acrônimo se mostrou ultrapassado porque deixava de fora as demais identidades. A evolução hoje é composta por lésbicas, gays, bissexuais, travestis, trans, queers, pansexuais, agêneros, pessoas não binárias e intersexo por mais visibilidade.
O que significa cada sigla?
L: Lésbicas
Mulheres que sentem atração sexual e afetiva por outras mulheres.
G: Gays
Homens que sentem atração sexual e afetiva por outros homens.
B: Bissexuais
Pessoas que sentem atração sexual e afetiva por homens e mulheres.
T: Transexuais
Pessoas que assumem o gênero oposto ao de seu nascimento. Uma identidade ligada ao psicológico, e não ao físico, pois nestes casos pode ou não haver mudança fisiológica para adequação.
Q: Queer
O termo "queer", traduzido como "estranho", é uma forma de reconhecer as pessoas que não se encaixam no que impõe a estrutura heterossexual, que valida como "norma" se sentir atraído somente pelo gênero oposto.
I: Intersexo
Pessoas que não se adequam à forma binária (feminino e masculino) de nascença. Ou seja, seus genitais, hormônios, etc. não se encaixam na forma típica de masculino e feminino.
A: Assexual
Pessoas que não possuem interesse sexual. Por vezes, esse grupo pode ser também arromântico ou não, ou seja, ter relacionamentos românticos com outras pessoas.
P: Pansexual
Quem sente atração por gente de todas as identidades de gênero ou pelas qualidades de alguém independentemente da identidade de gênero. Antes termo acadêmico, ganhou aderência com visibilidade de celebridades como Miley Cyrus.
+
O mais serve para abranger as demais pessoas da bandeira e a pluralidade de orientações sexuais e variações de gênero.

