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Zezé di Camargo já quis processar Ratinho e razão envolve orelha decepada

Há 25 anos, iniciativa do apresentador em rede nacional travou negociações e precedeu crime violento que envolvia o irmão cadeirante de Zezé Di Camargo

Da redação
DA REDAÇÃO

17/12/2025 • 15:18 • Atualizado em 17/12/2025 • 15:18

Como Ratinho interferiu no sequestro do irmão de Zezé Di Camargo

Como Ratinho interferiu no sequestro do irmão de Zezé Di Camargo

Foto: Weimer Carvalho/ O Popular

O sequestro de Wellington José, irmão da dupla Zezé Di Camargo e Luciano, completa 25 anos como um dos episódios mais dramáticos da história policial brasileira. Wellington, que é paraplégico, passou 96 dias em cativeiro em um crime que mobilizou o país e gerou um embate público entre a família Camargo e o apresentador Ratinho.

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Na época, os criminosos exigiam a quantia de 3 milhões de dólares para libertar a vítima. Enquanto a família e a Secretaria de Segurança Pública de Goiás tentavam reduzir o valor, Ratinho utilizou seu programa para lançar uma campanha de arrecadação por telefone, visando atingir o montante solicitado pelos bandidos.

A atitude, no entanto, foi considerada desastrosa pelas autoridades. Segundo registros da Folha de S.Paulo, os sequestradores estavam prestes a aceitar um pagamento de 300 mil dólares, mas recuaram imediatamente ao saberem da mobilização financeira na televisão. O então secretário de Segurança de Goiás, Demóstenes Torres, confirmou que a negociação estava avançada e foi interrompida logo após a exibição do programa.

Violência e tensão nos bastidores

O impacto da interferência foi imediato e cruel. Horas após a proposta de arrecadação ir ao ar, os sequestradores enviaram um pedaço da orelha esquerda de Wellington à sede de uma emissora de TV em Goiânia como forma de pressão. O gesto chocou a opinião pública e aumentou o desespero da família Camargo.

Diante do risco de morte e do retrocesso nas conversas, Zezé Di Camargo chegou a cogitar uma ação judicial contra Ratinho, conforme relatado pelo advogado dos cantores na ocasião. A família via na exposição midiática um combustível para a ganância dos criminosos, dificultando a resolução do caso.

Wellington José foi finalmente libertado apenas após o pagamento dos 300 mil dólares originalmente negociados. Ele foi deixado pelos bandidos em uma área entre Goiânia e Guapó, encerrando os mais de três meses de agonia que marcaram a trajetória da família.