Esporte na Band

Associação das Ligas Europeias se posiciona após recuo de Infantino

Aumento de seleções na Copa do Mundo também foi alvo de críticas

Da redação
DA REDAÇÃO

05/08/2026 • 12:22 • Atualizado em 05/08/2026 • 15:17

Gianni Infantino, presidente da Fifa

Gianni Infantino, presidente da Fifa

REUTERS/Mateus Bonomi/File Photo

Resumo

Pronunciamento da Associação das Ligas Europeias ocorreu após Gianni Infantino, presidente da FIFA, recuar da proposta de venda dos direitos da Copa do Mundo, decisão considerada ‘único desfecho lógico’ diante da rejeição global à ideia e do processo obscuro de tomada de decisões da entidade.

Críticas à governança da FIFA e à falta de consulta foram reforçadas diante do plano de aumentar o número de seleções na Copa do Mundo de 2030 para 64, repetindo decisões unilaterais que, segundo a Associação, ignoram ligas, clubes, jogadores e torcedores, que sustentam o futebol internacional.

Rejeição à criação ou expansão de competições da FIFA e defesa de reforma na governança foram enfatizadas, com destaque para a queixa formal das Ligas Europeias à Comissão Europeia sobre conflito de interesses da FIFA, exigindo participação formal de todas as partes interessadas nas decisões que impactam o futebol.

A Associação das Ligas Europeias se pronunciou após Gianni Infantino, presidente da FIFA, recuar com a ideia de vender os direitos da Copa do Mundo.

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Tratado como ‘único desfecho lógico’, a nota oficial da Associação ainda questionou a governança, e tomada de decisões da FIFA.

‘A decisão do presidente da FIFA de abandonar sua mal concebida proposta da FFE, que previa a venda de participações nas atividades comerciais e de eventos da FIFA, é o único desfecho lógico, como demonstram as reações em todo o mundo do futebol. No entanto, a rejeição esmagadora dessa ideia perigosa e o processo obscuro por trás dela levantam sérias questões sobre a governança, a cultura interna e a tomada de decisões da FIFA.’

Outro tema também comentado pela Associação foi o aumento do número de seleções participantes na Copa do Mundo. A edição de 2026 contou com 48 países, e a ideia da FIFA era contar com 64 delegações em 2030.

Segundo a Associação, ‘a FIFA não pode continuar tomando decisões unilaterais e disruptivas que contrariam as ligas, os clubes, os jogadores e os torcedores, cujos esforços e investimentos constantes impulsionam o valor das competições internacionais de futebol. Agora, mais do que nunca, a FIFA precisa de uma reforma na governança que garanta que todas as partes interessadas relevantes tenham um papel formal nas decisões que moldam o futuro do nosso esporte.’

Por fim, o comunicado fala sobre uma reforma dentro do futebol, alegando que as Ligas Europeias rejeitarão a expansão ou criação de novas competições da FIFA.

Confira o comunicado

'A decisão do presidente da FIFA de abandonar sua mal concebida proposta da FFE, que previa a venda de participações nas atividades comerciais e de eventos da FIFA, é o único desfecho lógico, como demonstram as reações em todo o mundo do futebol. No entanto, a rejeição esmagadora dessa ideia perigosa e o processo obscuro por trás dela levantam sérias questões sobre a governança, a cultura interna e a tomada de decisões da FIFA.

Nesse sentido, não podemos ignorar que, na quinta-feira, 30 de julho, em meio à polêmica sobre o FFE, a FIFA compartilhou um "relatório de pesquisa" com agências na esperança de avançar com os planos de expansão da Copa do Mundo masculina de 2030 para 64 equipes. Assim como no projeto FFE, que foi abortado, essa nova proposta envolve um cronograma de avaliação impraticavelmente curto (apenas quatro semanas) e nenhuma consulta às ligas, clubes e jogadores cujos planejamentos e meios de subsistência seriam os mais afetados.

Para que fique claro: a FIFA não pode continuar tomando decisões unilaterais e disruptivas que contrariam as ligas, os clubes, os jogadores e os torcedores, cujos esforços e investimentos constantes impulsionam o valor das competições internacionais de futebol. Agora, mais do que nunca, a FIFA precisa de uma reforma na governança que garanta que todas as partes interessadas relevantes tenham um papel formal nas decisões que moldam o futuro do nosso esporte.

Todos esses eventos recentes ressaltam os problemas sistêmicos que levaram as Ligas Europeias a apresentar uma queixa formal em outubro de 2024 à Comissão Europeia em relação ao conflito de interesses da FIFA enquanto reguladora e operadora comercial.

Nos últimos dois anos, tivemos muitas reuniões produtivas com a Comissão e continuamos convictos de que ela tomará as medidas necessárias para proteger a concorrência leal e garantir o cumprimento dos princípios já estabelecidos pelo Tribunal de Justiça da UE. Enquanto não houver uma reforma, incluindo um compromisso juridicamente vinculativo com todas as partes interessadas do futebol, as Ligas Europeias rejeitarão a expansão ou a criação de competições da FIFA.'