
McLaren revive os fantasmas de 2007 em meio à pressão de Verstappen
Fórmula 1
A apenas cinco etapas do fim do campeonato, a McLaren tem nas mãos o carro mais rápido do grid, mas o título de pilotos segue longe de estar garantido. Para a equipe, é o roteiro de um pesadelo já vivido em 2007, quando o duelo entre Fernando Alonso e Lewis Hamilton abriu espaço para que Kimi Räikkönen conquistasse o título na última corrida, o GP do Brasil. Só mudam os personagens: Oscar Piastri, Lando Norris e Max Verstappen.
O CEO Zak Brown não fugiu da comparação. Ele reconheceu o risco e admitiu que o cenário de 2007 é tema de discussão dentro da equipe, mas reafirmou sua filosofia competitiva. Verstappen será campeão da temporada 2025 da Fórmula 1?
"Esse é o risco, não é? Se você tiver dois pilotos como em 2007, quando eles terminaram empatados em pontos e Kimi mal os venceu, isso pode acontecer. Mas é assim que a McLaren quer correr. Queremos ter dois pilotos capazes de vencer o campeonato", explicou Brown em entrevista ao Motorsport.com em Austin, nos Estados Unidos.
O piloto da Red Bull se inspira em viradas históricas como as de Hunt em 1976, Räikkönen em 2007 e a sua própria em 2022 para buscar um improvável pentacampeonato.
A diferença, desta vez, é que Norris e Piastri ainda estão aprendendo a lidar com a pressão de uma disputa de título. Seus erros recentes e algumas decisões estratégicas questionáveis abriram a porta para o retorno de Verstappen a uma briga que parecia encerrada.
A Red Bull passava por uma crise desde 2024, com a saída de Adrian Newey do time e até pela disputa interna por poder após a morte Dietrich Mateschitz em 2022. Com da demissão de Christian Horner, o time já tinha até desistido da temporada, até a chegada de Mekies.
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