FÓRMULA 1

Mohammed Ben Sulayem propõe fim do limite de mandatos presidenciais na FIA

Presidente da entidade máxima do automobilismo planeja derrubar teto de 12 anos de gestão criado por Jean Todt

Da redação
DA REDAÇÃO

28/05/2026 • 08:23 • Atualizado em 28/05/2026 • 08:23

Mohammed Ben Sulayem propõe fim do limite de mandatos presidenciais na FIA

Mohammed Ben Sulayem propõe fim do limite de mandatos presidenciais na FIA

Reuters

O presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA), Mohammed Ben Sulayem, lançou uma proposta para abolir o limite máximo de mandatos para o cargo mais alto da organização, nesta quinta-feira (28).

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Atualmente, o Artigo 20.10 dos estatutos da FIA determina de forma categórica que um presidente só pode exercer, no máximo, três mandatos (consecutivos ou não), totalizando um teto de 12 anos de gestão. A regra foi implementada pelo antecessor de Ben Sulayem, o francês Jean Todt, que cumpriu o protocolo estritamente entre 2009 e 2021. O dirigente emiradense de 64 anos, recém-reeleito sem oposição no final de 2025, cumpre atualmente o seu segundo ciclo no poder.

Para que o limite de mandatos caia, o plano de Ben Sulayem precisará passar pelo crivo e votação da Assembleia Geral da federação no próximo mês. Internamente, a expectativa é de aprovação unânime.

A exclusão do limite de mandatos não é a única manobra de Ben Sulayem para consolidar sua hegemonia política. A FIA estuda endurecer ainda mais os critérios para novos postulantes ao cargo. Entre as emendas sob avaliação estão a obrigatoriedade de o candidato comprovar vasta experiência prévia em entidades ligadas à FIA e a ampliação do prazo para a entrega das chapas com vice-presidentes.

O movimento ocorre em um momento em que a governança da FIA já é alvo de processos judiciais. No final do ano passado, as regras de elegibilidade impostas pela atual gestão impediram a formação de chapas rivais. A norma exige que os candidatos apontem vice-presidentes específicos para cada uma das seis regiões do planeta. Na América do Sul, contudo, a única pessoa considerada apta estatutariamente para a vaga era Fabiana Ecclestone, que já integrava a base governista de Ben Sulayem.

O cerceamento levou a Laura Villars, que tentava lançar uma candidatura de oposição, a entrar com uma ação na Justiça comum para contestar formalmente a legalidade do último pleito eleitoral.