FÓRMULA E

Da Costa: Primeira vitória na Jaguar é fruto de 'trabalho com gente boa'

Português chegou à equipe após deixar a Porsche e precisou de cinco provas para subir ao topo do pódio

Emanuel Colombari
EMANUEL COLOMBARI

20/02/2026 • 12:06 • Atualizado em 20/02/2026 • 12:06

António Félix da Costa trocou a Porsche pela Jaguar antes da temporada 2025/2026 da Fórmula E. E precisou de apenas cinco corridas para vencer pela nova equipe.

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O português subiu ao topo do pódio na corrida 2 do E-Prix de Jedá no último sábado (14). E admitiu nesta sexta-feira (20), em entrevista coletiva, que já vinha esperando o bom resultado desde o começo do campeonato.

“Quando eu entro em uma equipe como a Jaguar, que é muito vencedora, e eu sendo um piloto ambicioso, o objetivo era desde cedo lutar por pódios, vitorias e campeonatos. Trocar de equipe é muito complicado – conhecer um carro novo, gente nova. Depois dos testes em Valência, eu não estava como queria. Mas em São Paulo, estávamos muito rápidos”, afirmou Da Costa.

No E-Prix de São Paulo que abriu a temporada 12, Da Costa foi o 12º colocado após ser atingido pela Cupra Kiro de Pepe Martí. Na Cidade do México, abandonou. Depois, vieram o oitavo lugar no E-Prix de Miami após um toque da Andretti de Felipe Drugovich e a quinta posição na Corrida 1 do E-Prix de Jedá.

Uma ascensão já esperada, garante. “Sinceramente, é trabalho. Muito trabalho, e trabalho com gente boa. Tenho meus engenheiros que confiam muito em mim, meus mecânicos e todo o management”, disse o experiente português, que acreditava desde o começo na possibilidade de superar os problemas da pré-temporada para buscar bons resultados na Jaguar.

“As coisas acontecem, e um ritmo muito rápido nesta equipe. Esta velocidade de progressão é o que mais ajuda. Quando há confiança entre a equipe e o piloto, tudo acontece mais facilmente”, acrescentou.

Para António Félix da Costa, os resultados só não vieram antes por questões pontuais, como os acidentes em São Paulo e na Cidade do México. “Quando não há toques, as coisas são um bocadinho mais fáceis. Foi um quinto lugar no primeiro dia (em Jedá) e uma vitória no segundo”, disse.

Madri, quase em casa

A Fórmula E retorna às atividades nos dias 20 e 21 de março com o E-Prix de Madri, no Circuito de Jarama. Estreante na categoria, o traçado histórico foi palco de nove edições do Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1 entre 1968 e 1981.

Para Da Costa, o traçado bastante técnico deve oferecer emoções ao público. “Podemos esperar uma corrida cheia de ação, muito disputada. Deve ser um show para todos”, disse o português, contando com a presença da torcida portuguesa em Madri.

“A pista é old school, divertida para pilotar. É difícil conseguir o acerto na pista. Acho que vai ser uma boa corrida, com muitas ultrapassagens. E sendo tão perto de meu país, devo ter muitos familiares e amigos lá”, acrescentou.

Na briga pelo título

Português é o sétimo colocado do campeonato (Imagem: Jaguar TCS Racing)

Português é o sétimo colocado do campeonato (Imagem: Jaguar TCS Racing)

Com 45 pontos após o E-Prix de Jedá, António Félix da Costa ocupa o sétimo lugar no Campeonato de construtores – a liderança é de Pascal Wehrlein, da Porsche, com 68. Mas o português acredita que seja possível brigar pelo título nas próximas provas.

“Sou um piloto muito ambicioso e o time é muito ambicioso. Queremos brigar pelo campeonato – se não de pilotos, o de equipes”, disse. “Estamos fortes e sólidos. Só precisamos manter as coisas, manter a bola rolando. As coisas vão apimentar um pouco, mas nós estaremos prontos para isso.”

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