A temporada 2025/2026 da Fórmula E terá 11 etapas, totalizando 17 corridas. São cinco etapas com corridas únicas (São Paulo, Cidade do México, Miami, Madri e Sanya) e seis com rodadas duplas (Jedá, Berlim, Mônaco, Xangai, Tóquio e Londres).
Para quem não está habituado à categoria, a mudança de formatos entre um E-Prix e outro pode parecer estranha. Mas segundo a organização, a programação depende de diversos fatores, como a definição do calendário e as negociações com as cidades.
“A ideia de acrescentar estas rodadas duplas foi uma maneira de termos uma temporada completa sem termos que viajar tantas vezes. E nasceu da ideia de reduzirmos este impacto”, explicou Beth Paretta, vice-presidente esportiva da Fórmula E, ao Band.com.br. “Às vezes, as próprias cidades pedem duas corridas. Então, muito disso depende de uma discussão - elas pedem e nós olhamos o que podemos fazer”, completou.
Mas essa mistura de formatos tem futuro incerto na F-E. O espanhol Alberto Longo, cofundador e diretor de campeonato da categoria, já afirmou que gostaria de ampliar o calendário para 22 corridas nos próximos anos. E essa ampliação pode reduzir o espaço das rodadas duplas.
“O fato de fazermos duas corridas em alguns lugares e apenas uma em outros, ou que tenhamos dois dias em uns e um em outros, normalmente é por questões de calendário, normalmente é por temas da própria sede onde estamos correndo, que pode nos permitir estar ou não um dia a mais”, explicou Longo à reportagem.
“No futuro, creio que, como gostaríamos de ser um campeonato muito global e cada vez com mais corridas, creio que tendemos ao desaparecimento das rodadas duplas e que tenhamos só uma corrida grande durante o fim de semana”, completou o dirigente.

São Paulo tem corrida única, enquanto cidades como Berlim e Londres (foto) têm rodadas duplas (Imagem: FIA Fórmula E)
Pode até acontecer, mas Beth Paretta avisa: ainda não há prazos para que essa mudança aconteça. Por enquanto, segundo ela, o foco é garantir um calendário que permaneça vinculado à proposta sustentável da categoria.
“É um trabalho muito difícil. O que é fantástico começar a temporada aqui em São Paulo é que começamos uma rodada nas Américas - porque, com toda a aposta que temos em sustentabilidade, conduzir a categoria de maneira regionalizada é muito mais sensato. É muito melhor para nossa pegada sustentável. É melhor para os fãs, para que assistam e cresçam conosco enquanto viajamos pelo mundo”, explicou Paretta, lembrando as etapas da Cidade do México e de Miami na sequência do campeonato.
“(Unificar os formato das provas) não é algo que particularmente temos conversado. Uma das razões pelas quais temos rodas duplas é o nosso esforço pela sustentabilidade. Então, vocês verão que estamos tentando assegurar nosso calendário. Eu diria que o calendário é um dos trabalhos mais duros que alguém tem dentro de uma categoria automobilística, porque você tem muita coisa acontecendo - clima, feriados e coisas assim”, completou.
Índia e Itália na mira; China e EUA com prestígio
Ao mesmo tempo, Alberto Longo quer buscar e reforçar mercados na Fórmula E. O espanhol já falou de voltar à África (onde a categoria já correu no Marrocos e na África do Sul), e também planeja ter novamente provas na Índia e na Itália. Além disso, quer reforçar alguns mercados já presentes.
“Definitivamente estamos muito orgulhosos de seguir crescendo na Europa. Creio que a China é um mercado importantíssimo para nós, no qual já temos duas corridas neste ano (Xangai e Sanya). A América do Norte é outro mercado no qual gostaríamos de crescer com mais alguma corrida”, disse.
“Definitivamente, tenho que dizer que, se tenho um espinho na garganta, provavelmente será com a Índia. Queremos voltar à Índia. Queremos voltar também à Itália. São dois mercados muito importantes para nós, e estou certo de que as próximas datas conseguiremos”, completou.
Calendário da temporada 2025/26 da Fórmula E

E-Prix de São Paulo abre a 11ª temporada da Fórmula E
Foto: Reprodução
A mais recente novidade da categoria é a volta do E-Prix de Sanya, na China, em 20 de junho. A prova na ilha de Hainan havia integrado o calendário da F-E na temporada 2018/2019, com vitória de Jean-Éric Vergne pela DS Techeetah.
Inicialmente, a Fórmula E anunciou um calendário com 16 das 18 etapas definidas, deixando vagas abertas para 30 de maio e 20 de junho. A expectativa era de que Jacarta (Indonésia) retornasse, mas não houve acordo. Assim, a vaga de 30 de maio foi descartada.
- 6/dez/2025: E-Prix de São Paulo
- 10/jan/2026: E-Prix da Cidade do México
- 31/jan/2026: E-Prix de Miami*
- 13/fev/2026: E-Prix de Jedá (corrida 1)
- 14/fev/2026: E-Prix de Jedá (corrida 2)
- 21/mar/2026: E-Prix de Madri*
- 2/mai/2026: E-Prix de Berlim (corrida 1)
- 3/mai/2026: E-Prix de Berlim (corrida 2)
- 16/mai/2026: E-Prix de Monte Carlo (corrida 1)
- 17/mai/2026: E-Prix de Monte Carlo (corrida 2)
- 20/jun/2026: E-Prix de Sanya
- 4/jul/2026: E-Prix de Xangai (corrida 1)
- 5/jul/2026: E-Prix de Xangai (corrida 2)
- 25/jul/2026: E-Prix de Tóquio (corrida 1)
- 26/jul/2026: E-Prix de Tóquio (corrida 2)
- 15/ago/2026: E-Prix de Londres (corrida 1)
- 16/ago/2026: E-Prix de Londres (corrida 2)
* Inclui teste de novatos
Grid da Fórmula E
Entre os destaques, Felipe Drugovich estreia pela Andretti ao lado do campeão Jake Dennis, enquanto a Lola Yamaha Abt aposta na experiência de Lucas Di Grassi junto ao jovem Zane Maloney.
O português António Félix da Costa protagonizou um dos principais movimentos. Após três anos, a Porsche anunciou não seguiria com o piloto português, que foi para a rival Jaguar. Com isso, Pascal Wherlein terá um novo companheiro de equipe: o suíço Nico Müller, ex-Andretti.
Confira os pilotos de cada equipe:
- DS Penske – Maximilian Günther (ALE) // Taylor Barnard (GBR)
- Jaguar TCS Racing – Mitch Evans (NZL) // António Félix da Costa (POR)
- Lola Yamaha – Lucas Di Grassi (BRA) // Zane Maloney (BAR)
- Envision Racing – Sébastien Buemi (SUI) // Joel Eriksson (SUE)
- Nissan – Norman Nato (FRA) // Oliver Rowland (GBR)
- Mahindra – Nyck de Vries (HOL) // Edoardo Mortara (SUI)
- Andretti – Jake Dennis (GBR) // Felipe Drugovich (BRA)
- Porsche – Pascal Wehrlein (ALE) // Nico Müller (SUI)
- Citroën – Jean-Éric Vergne (FRA) // Nick Cassidy (NZL)
- Cupra Kiro – Dan Ticktum (GBR) // Pepe Martí (ESP)

