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Entenda por que a Scuderia Bandeiras deixou a Stock Car

Equipe de Átila Abreu rompeu com a categoria após sequência de disputas envolvendo cobrança do Kit V8, punições por irregularidades técnicas e alegações de descumprimento contratual

Gabriel Alberto
GABRIEL ALBERTO

02/07/2026 • 08:32 • Atualizado em 02/07/2026 • 08:32

Entenda por que a Scuderia Bandeiras deixou a Stock Car

Entenda por que a Scuderia Bandeiras deixou a Stock Car

Divulgação

A Scuderia Bandeiras não faz mais parte do grid da Stock Car. A equipe comandada por Átila Abreu decidiu encerrar, na última terça-feira (01), sua participação na temporada 2026 em meio a uma série de atritos com a Vicar, promotora da categoria, e com a Audace, fornecedora dos carros e componentes.

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De um lado, a Bandeiras alega insegurança jurídica, problemas contratuais e falhas no fornecimento de peças. Do outro, a Stock Car sustenta que os procedimentos foram conduzidos dentro das regras e que as penalidades aplicadas têm relação direta com questões de segurança.

Volta dos motores V8

O principal ponto de desgaste entre as partes envolve o chamado Kit V8. A mudança técnica foi implementada na Stock Car para a temporada 2026 e envolve adaptações nos carros para receber o novo motor V8 aspirado, além de alterações em sistemas eletrônicos, chicotes, arrefecimento e outros componentes.

A Scuderia Bandeiras questionou na Justiça a cobrança desses itens, estimada em cerca de R$ 200 mil por carro. A equipe entende que a mudança representa um “upgrade”, ou seja, uma alteração estrutural no projeto original do carro, e não apenas um “update” técnico previsto em contrato.

A Justiça de São Paulo concedeu uma liminar favorável à Bandeiras, suspendendo a cobrança. A decisão entendeu, em análise inicial, que havia indícios de que as mudanças ultrapassavam uma simples atualização. Com isso, Vicar e Audace ficaram impedidas de exigir o pagamento do kit e de aplicar punições relacionadas ao não pagamento até nova decisão.

A categoria, por sua vez, defende que o Kit V8 faz parte da evolução natural do carro e que, pelo contrato, os custos devem ser assumidos pelas equipes. A Stock Car também afirma que as alterações foram determinadas por um comitê de segurança e fazem parte do desenvolvimento técnico da competição.

Campenato

Punição em Interlagos retirou pódios de Barrichello e Nelsinho na Stock Car

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Crédito: Reprodução

O rompimento ocorre também em meio a uma temporada em que a equipe tinha nomes importantes no grid. Rafael Suzuki aparece em quarto lugar no campeonato, com 336 pontos, enquanto Nelson Piquet Jr. ocupa a décima posição, com 233. Rubens Barrichello é o 12º, com 218, e Átila Abreu aparece em 17º, com 180.

Outro capítulo da crise envolve os carros de Rubens Barrichello e Nelson Piquet Jr. Os dois foram desclassificados da etapa de Interlagos após a fiscalização técnica apontar irregularidades nas pinças de freio. O caso foi levado ao STJD do Automobilismo, que manteve as punições em primeira instância.

Lado da Vicar

Na versão da Stock Car, o caso das pinças de freio envolve segurança. A categoria sustenta que qualquer alteração em componentes homologados deve ser tratada com rigor, principalmente quando pode afetar pilotos, mecânicos e demais participantes do evento.

Lado da Bandeiras

Já a Scuderia Bandeiras afirma que a decisão de deixar a categoria não se resume ao julgamento esportivo. Em comunicado, a equipe apontou uma série de motivos para a ruptura, incluindo dúvidas sobre operações envolvendo pneus, falta de peças, bloqueio de acesso ao sistema Stock Manager e perda de confiança técnica nos componentes fornecidos.

A equipe também sustenta que a saída não deve ser tratada como abandono da competição, mas como consequência de falhas que, segundo sua interpretação, inviabilizaram a continuidade do projeto. A Bandeiras ainda indica que pretende buscar ressarcimento por perdas esportivas, financeiras e de imagem.