FIFA é processada em R$ 5 bilhões por eliminação do Irã na Copa
Seleção iraniana enfrentou muitos problemas na disputa do Mundial

Irã deu adeus ao Mundial na fase de grupos
REUTERS/Daniel Cole
Resumo
Processo judicial bilionário foi aberto nos Estados Unidos contra a FIFA e o presidente Gianni Infantino, após a eliminação do Irã na Copa do Mundo de 2026.
Acusação de discriminação foi feita por Lotfollah Kaveh Afrasiabi, cidadão irano-americano, em nome de 91 milhões de iranianos, pedindo indenização de 850 milhões de euros pela anulação do gol de Khalilzadeh contra o Egito e prejuízo à classificação iraniana.
Reclamação inclui alegações de danos emocionais à população, condições desiguais de preparação do Irã por restrições e mudanças forçadas nos treinamentos, além da exigência de entrar e sair dos Estados Unidos no mesmo dia dos jogos.
A FIFA, entidade máxima do futebol mundial, e o seu presidente Gianni Infantino estão enfrentando um processo judicial bilionário nos Estados Unidos pela eliminação do Irã na Copa do Mundo de 2026.
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Lotfollah Kaveh Afrasiabi, um cidadão irano-americano, registrou a ação no Tribunal Federal de Boston em nome de 91 milhões de iranianos, alegando "descriminação flagrante" por parte da FIFA, segundo o jornal britânico The Independent. O valor da ação é de 850 milhões de euros (cerca de R$ 5 bilhões).
A principal motivação da ação seria a anulação do gol de Khalilzadeh nos acréscimos da partida contra o Egito, que poderia ter garantido a vitória e a classificação do Irã para a segunda fase do Mundial. O gol foi invalidado após intervenção do VAR, que apontou impedimento do jogador iraniano.
Segundo Lotfollah, no processo, a decisão teria causado danos emocionais significativos aos cidadãos iranianos "devido à descriminação contra a seleção". Kaveh Afrasiabi, de 68 anos, é um ex-professor da Universidade de Harvard e ex-conselheiro da equipe de negociação nuclear do Irã durante o governo de Barack Obama.
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A ação também acusa a FIFA de não garantir condições de igualdade na preparação do Irã para a Copa devido às restrições impostas ao país, que precisou mudar o local dos treinamentos para o México e a imposição de ter que entrar e deixar os Estados Unidos no mesmo dia das partidas.
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